8 melhores bate-voltas de Florianópolis (tempos e custos)
Rua de pedra na cidade colonial de Laguna ao pôr do sol, um dos melhores bate-e-voltas de Florianópolis
Compare oito bate-voltas de Florianópolis com tempos, distâncias e custos reais, da Guarda do Embaú a Laguna, além dos passeios que vale pular.
1. Guarda do Embaú — 60 km, 1h ao sul
Guarda do Embaú é o pequeno vilarejo de surf na foz do Rio da Madre, 60 km ao sul de Florianópolis pela BR-101 e depois um acesso lateral de 4 km. É a experiência costeira genuinamente selvagem mais próxima da capital — você estaciona no vilarejo, atravessa o rio num barquinho (R$5 ida e volta) e caminha 200 metros de dunas até uma praia sem qualquer acesso por estrada. Arco de areia de seis quilômetros, ondas decentes, um quiosque de praia vendendo camarão grelhado a R$45.
Fica em primeiro porque é a maior distância experiencial entre o que Florianópolis parece e o que uma hora de carro pode entregar. Sem prédios, sem trânsito, sem infraestrutura — só uma foz de rio, um vilarejo e uma praia. Vá em dia útil; os fins de semana de verão trazem multidão. Almoço no Restaurante do Zeca, no vilarejo (sem relação com o Zeca do Rosa, homônimo), por R$95 para dois em peixe grelhado com arroz. O cenário de foz fica particularmente bom no fim da tarde.
2. Serra do Rio do Rastro — 220 km, 3h30 a sudoeste
A subida sinuosa de 12 km da Serra do Rio do Rastro, de Lauro Müller a Bom Jardim da Serra, é o trecho de estrada mais espetacular do sul do Brasil — 1.000 metros de altitude em 284 curvas, com uma sequência de mirantes olhando de volta para a planície costeira. A obra foi concluída em 1930 e continua sendo uma maravilha genuína de engenharia. Você sobe, para nos dois grandes mirantes (Mirante do Céu e o mirante do alto) e desce.
O porém é o tempo de estrada — 3h30 em cada direção é bate-e-volta pesado, e o ponto é a estrada em si, não um destino. Combine com uma parada na vinícola Villaggio Grando, em Água Doce (do alto, mais 90 minutos a noroeste), para justificar o dia, ou transforme em uma noite em Bom Jardim da Serra. Neblina mata a vista; confira o clima em Lauro Müller antes de se comprometer. Fica em segundo porque, quando entrega, nenhum outro bate-e-volta de Florianópolis se compara — mas confira a previsão.
3. Centro histórico de Laguna — 130 km, 2h ao sul
Laguna preserva o segundo conjunto colonial mais íntegro do Brasil, atrás só de Ouro Preto — mais de 900 edificações do século XVIII, ruas de pedra e o local da proclamação da República Juliana em 1839, durante a Guerra dos Farrapos. O Museu Anita Garibaldi e a Praça República Juliana são as âncoras da visita; a caminhada entre eles leva uma hora e passa por 20 fachadas dignas de foto. Almoço na Toca da Garoupa por R$140 para dois em garoupa grelhada.
Fica em terceiro porque é o bate-e-volta colonial mais consistente do estado e entrega uma experiência histórica genuína que Florianópolis não oferece. As 2h de estrada ao sul pela BR-101 são tranquilas; a cidade em si exige no mínimo quatro horas para ser vista direito. Combine com uma parada no Farol de Santa Marta na volta — um farol de 1891 numa ponta selvagem 30 km a leste de Laguna — e você montou um dia completo. Vá em qualquer dia menos segunda, quando o museu fecha.
4. Barco e almoço na Costa da Lagoa — 8 km, 40 minutos de barco
A Costa da Lagoa é um vilarejo de pescadores na margem oposta da Lagoa da Conceição que não tem acesso por estrada — ou você caminha pela Trilha do Costa ou pega um barco no píer da Lagoa por R$25 ida e volta. O vilarejo tem quatro ou cinco restaurantes servindo peixe fresco no almoço (Pescaria da Costa, R$120 para dois em tainha grelhada com pirão) e uma igrejinha no morro. O dia total é de quatro horas incluindo o barco nos dois sentidos.
Fica em quarto porque é a experiência de 'outro lado da ilha' mais próxima de Florianópolis — você está a 20 minutos do centro e chega a um lugar sem carros, sem comércio além de uma padaria, e com uma comunidade pesqueira ativa. Os barcos saem de hora em hora, das 9:00 às 17:00, pagamento em dinheiro no píer. Vá em dia útil; nos fins de semana os barcos enchem e os restaurantes formam fila. Este é o bate-e-volta para quem já fez as praias de Florianópolis e quer algo que os guias pulam.
5. Praia do Rosa — 90 km, 1h20 ao sul
A Praia do Rosa é a praia sofisticada do sul, com um verdadeiro vilarejo em encosta e, de junho a outubro, baleias-francas visíveis da praia e das pontas. A Ibirapuera Turismo faz passeios de barco para observação a partir da Praia da Ribanceira por R$220 na temporada, ou você observa de graça do Mirante do Rosa, na ponta norte. Almoço no Restaurante do Zeca (esse aqui, o do Rosa) por R$180 para dois em cozinha regional-fusão.
Fica em quinto porque é um dia de praia substancial que melhora conforme a temporada — de junho a outubro as baleias elevam para experiência de fauna de verdade, e fora desses meses é uma boa praia com um vilarejo caro anexado. O trânsito de fim de semana na BR-101 ao sul de Florianópolis pode acrescentar 40 minutos em cada sentido. Combine com uma parada na Guarda do Embaú na volta e você fez as duas praias do sul em um dia.
6. Península de Bombinhas — 105 km, 1h40 ao norte
A península de Bombinhas tem 39 praias com nome e a água mais transparente do litoral continental de Santa Catarina — a Praia da Sepultura é a escolha do ranking para snorkel, e a pequena reserva ecológica na Praia do Retiro dos Padres rende um dia inteiro de mergulho legítimo. O passeio é um dia de praia completo, não cultural, e você está se comprometendo com a BR-101 nos dois sentidos, com todo o risco de trânsito que isso implica nos fins de semana de verão.
Fica em sexto porque é uma experiência de praia melhor que as próprias praias do norte da ilha de Florianópolis, mas o trajeto é honestamente longo para um bate-e-volta — 1h40 na ida é o melhor cenário e pode dobrar num domingo à noite de volta. Considere passar a noite se for a Bombinhas de qualquer forma. Almoço no Restaurante Marlin, na estrada da Praia da Sepultura, por R$95 em peixe grelhado. Evite em dias de chuva; a praia é o ponto.
7. Blumenau — 140 km, 2h ao norte
Blumenau é o centro de herança alemã de Santa Catarina e entrega a Vila Germânica, o Museu da Cerveja, meia dúzia de cervejarias artesanais e o Museu da Família Colonial (Villa Petry) num centro navegável. Como bate-e-volta, funciona para quem tem interesse específico na história da imigração alemã ou na cerveja artesanal brasileira; como passeio geral, é honestamente esticado, porque a cidade é mais industrial do que pitoresca e o que é bom exige saber o que procurar.
Fica em sétimo porque entrega em um interesse específico, mas rende pouco como bate-e-volta genérico. Combine com Pomerode (35 km mais ao norte) para ter a experiência alemã completa do vale, mas aí você está se comprometendo com 12 horas de dia. Se cerveja é o interesse, reserve antes um tour na Bierland ou na Das Bier — R$45 por pessoa para 90 minutos de tour com degustação. Pule se não tem afinidade específica com o tema.
8. Balneário Camboriú — 80 km, 1h20 ao norte
Balneário Camboriú é a Miami de Santa Catarina — uma faixa de arranha-céus ao longo da praia com uma vista genuinamente espetacular do skyline do teleférico do Parque Unipraias (R$65 ida e volta). O teleférico cruza a baía e entrega um mirante que é o skyline mais fotografado do sul do Brasil. No chão, a cidade é uma parede de concreto e trânsito, e a praia em si é superlotada e nada demais.
Fica em oitavo — último da lista — porque é o bate-e-volta que mais consistentemente decepciona turistas que vão esperando que as fotos correspondam à realidade. Faça o teleférico, olhe a vista, tire foto, almoce no Ponta do Coral e volte de carro. Não tente passar um dia inteiro de praia; dirija os 25 km a mais até Bombinhas. Evite em fins de semana de verão, quando a cidade é um engarrafamento. Só é o melhor bate-e-volta da lista se o pedido específico for 'ver o skyline'.
Antes de reservar
As perguntas que as pessoas fazem sobre Bombinhas, respondidas com os números deste mês.
Praia do Rosa entre junho e outubro. As baleias-francas parem na baía e são visíveis da praia e do Mirante do Rosa, na ponta norte. Os passeios de barco saem por R$220 na temporada e te aproximam a 100 metros dos animais. Fora desses meses, observar baleias não é uma atividade de Santa Catarina — guarde o Rosa para a experiência de praia no verão.
Guarda do Embaú e Praia do Rosa podem ser combinadas no mesmo trajeto rumo sul pela BR-101 se você sair de Florianópolis às 8:00, fazer o Rosa de manhã, a Guarda à tarde e jantar no vilarejo. Todo o resto da lista é destino único no dia. Não tente combinar a Serra do Rio do Rastro com nada — só a estrada já é o dia.
Para tudo desta lista menos a Costa da Lagoa (que é por barco, saindo de dentro de Florianópolis), sim. Há ônibus para Laguna, Blumenau, Balneário Camboriú e Bombinhas, mas os horários transformam qualquer um deles de uma viagem de cinco horas numa maratona de nove e não chegam nas partes boas (Farol de Santa Marta, praias da península em Bombinhas, mirantes da Serra do Rio do Rastro). Alugue na Localiza do aeroporto de Florianópolis por R$140 o dia.
Balneário Camboriú no auge do verão. O trânsito na BR-101 nos dois sentidos pode consumir quatro horas, o estacionamento a pé da praia custa R$50, a areia está genuinamente lotada, e a única atração imperdível (a vista do teleférico) leva 90 minutos. Se seu roteiro tem um dia e você está pesando opções, vá para a Guarda do Embaú ao sul — mesma distância, 30 vezes a experiência real.