Balneário Camboriú
A Miami brasileira — muralha de 6 quilômetros de torres, praia enorme, cena de balada legítima e teleférico atravessando a baía.
Skyline de arranha-céus curvando em torno da praia em Balneário Camboriú
Por que as pessoas ficam em Balneário Camboriú
Balneário Camboriú, a uma hora e meia ao norte de Florianópolis pela BR-101, é a cidade de praia mais vertical do Brasil — uma curva de 6 quilômetros com torres de 30 a 80 andares coladas na Praia Central e o Green Valley (eleito com frequência um dos 5 melhores clubes do mundo) lá em cima no morro. É descarada, densa, barulhenta e extremamente divertida por um fim de semana, se você chegar sabendo o que é. Famílias argentinas, uruguaias e brasileiras inundam a cidade em janeiro; o Green Valley e os beach clubs da Barra Sul operam a todo vapor de dezembro ao Carnaval.
Para quem serve: viajantes de vida noturna, casais que querem um fim de semana de hotel com piscina, quem acha atraente a densidade de Copacabana. Quem deve pular: quem procura charme brasileiro (não vai encontrar — aqui é cultura de condomínio aspiracional), quem quer praia vazia (a Praia Central em janeiro é canga colada em canga) e quem quer dormir antes das 3h num fim de semana perto da Avenida Atlântica. As praias mais bonitas e calmas ficam a 15 minutos, do outro lado do morro — Laranjeiras e Estaleiro.
Às 21h de uma sexta em janeiro, a Avenida Atlântica é um engarrafamento lento de conversíveis alugados, sorveterias vendendo açaí a R$25 e filas se formando na porta dos rooftops que coroam a maioria das torres intermediárias. O Cristo Luz, no Morro da Cruz, ilumina a encosta acima da orla e vale os 10 minutos de subida só pela vista — de graça, aberto até a meia-noite, e um dos únicos pontos genuinamente calmos da cidade depois do anoitecer.
Fora de temporada — de maio a setembro — o quadro se inverte por completo: metade dos restaurantes da orla fecha, o Green Valley roda um calendário mínimo e as diárias caem mais da metade. Essa janela serve para uma estada à beira-mar tranquila e barata, com o teleférico e o Cristo Luz só para você, mas os motivos que trazem gente para cá — vida noturna e beach clubs — simplesmente não estão funcionando, então não reserve um fim de semana em julho esperando a versão de dezembro desta cidade.
As três quadras para dentro da Avenida Atlântica são o coração turístico — hotéis e apart-hotéis a R$280–R$650 no pico, R$150–R$280 no inverno. A Avenida Brasil, uma quadra atrás, é mais quieta e mais barata. A ponta da Barra Sul (perto do teleférico e do Molhe) é mais sofisticada e mais perto da noite; a Barra Norte é mais calma e melhor para famílias. Evite qualquer coisa na Terceira Avenida (Avenida do Estado) que se diga 'perto da praia' — está a 800 metros para dentro e cortada pela via principal.
O que fazer em Balneário Camboriú
O teleférico Unipraias (parque temático) no extremo sul da Praia Central cruza o morro até a reservada Praia de Laranjeiras. R$115 o passe do dia, incluindo as duas estações e a tirolesa. Aberto das 9h30 às 18h. Pule em dias de vento — o teleférico fecha.
Warung Beach Club, na Praia Brava (15 minutos ao sul de Uber, R$25), ou os beach clubs do Estaleirinho. Consumação mínima de R$150 a R$400, conforme o dia. O Warung numa tarde de sábado em janeiro é a cena; reserve com duas semanas de antecedência.
O lendário Green Valley fica na Estrada da Rainha, a 15 minutos morro acima da Praia Central. As festas de tarde de domingo no verão, das 14h às 22h, são o carro-chefe, com ingressos de R$180 a R$400 conforme o line-up. Vá e volte de Uber; nem tente dirigir.
O molhe de pedras no extremo sul da Praia Central, ao lado da estação do teleférico. Grátis; caminhe até a ponta para a foto clássica do paredão de torres iluminado no fim da tarde. Melhor 30 minutos antes do pôr do sol. Carrinhos de cachaça e vendedores de milho na brasa ao longo do calçadão.
A estátua iluminada de Cristo, de 33 metros, no Morro da Cruz, a 10 minutos de carro ou R$25 de Uber da orla. Entrada gratuita, aberto até a meia-noite, melhor depois das 20h, quando todas as luzes das torres lá embaixo estão acesas. Leve um casaco — é bem mais fresco que a beira-mar.
A feira noturna que se estende pelo calçadão da Avenida Central perto da rotatória da Barra Sul, aberta das 18h às 23h, mais ou menos, de dezembro ao Carnaval. Artigos de couro baratos, bancas de açaí e cachaça local de R$10 a R$40. Boa para uma caminhada tranquila pós-jantar; pule as bancas de camiseta estampada, são iguais em todo lugar.
O que ver
Hotéis perto de Balneário Camboriú
Ainda não há hotéis listados em Balneário Camboriú. Os mais próximos estão na página da região.
Todos os hotéis que cobrimos em Balneário Camboriú
- Dois Pedros 1★ · 5/5
- Apto pé na areia com linda vista frente mar CEL403 5/5
- Morada do Estaleiro 4★ · 4.9/5
- Santa Inn Hotel 3★ · 4.9/5
- Rizzu Marina Hotel 4★ · 4.8/5
- Reserva Praia Hotel Balneário Camboriú 3★ · 4.8/5
- Infinity Blue Resort & Spa 4★ · 4.7/5
- Pousada Bella Casa 1★ · 4.7/5
- Hotel Marimar The Place 4★ · 4.6/5
- Hotel Rosenbrock 3★ · 4.6/5
- Residencial Chanel 2★ · 4.6/5
- Brut by Slaviero Hotéis 4★ · 4.5/5
- Concept Hotel Flat 4★ · 4.5/5
- Hotel Sibara SPA & Convenções 4★ · 4.5/5
- Centromar Hotel 3★ · 4.5/5
- Hotel Bella Camboriú 3★ · 4.5/5
- Hotel Miramar 3★ · 4.5/5
- Hotel Plaza Camboriú 3★ · 4.5/5
- Pousada Magnus 3★ · 4.5/5
- Pousada O Costao do Sol 3★ · 4.5/5
- Pousada Villa Atlântica 3★ · 4.5/5
- Sanfelice Hotel 3★ · 4.5/5
- Pousada Belveder 2★ · 4.5/5
- San Remo Camboriú Internacional 2★ · 4.5/5
Como se locomover em Balneário Camboriú
De Florianópolis (Hercílio Luz) o trajeto é de 90 minutos pela BR-101, Uber R$220–R$280, ou o ônibus intermunicipal do terminal da Rita Maria (R$45, 2 horas). Do Aeroporto de Navegantes (mais perto) são 25 minutos, Uber R$70. Dentro de Balneário, tudo na orla é a pé de ponta a ponta. Deslocamentos entre bairros — Barra Sul para Barra Norte — use o ônibus turístico gratuito no verão ou Uber a R$12. Para Laranjeiras use o teleférico, não a estrada (não há acesso à praia de carro pelo lado da cidade).
Perguntas sobre Balneário Camboriú
É construído demais mesmo — esta é uma cidade vertical, não uma vila de praia. Vá se quer vida noturna, um fim de semana de hotel com piscina e o combo teleférico-Laranjeiras. Pule se quer litoral preservado — para isso, dirija 20 minutos até Bombinhas ou Itapema. Duas noites é a dose certa.
É um clube ao ar livre para 5000 pessoas numa encosta a 15 minutos morro acima da praia. Ingressos de R$180 a R$500, dependendo do DJ e da antecedência da compra. Temporada de verão de dezembro ao Carnaval, com eventos na tarde de domingo e nas noites de sexta e sábado. Só de Uber — estacionar é um pesadelo e dirigir alcoolizado aqui dá cadeia. Leve documento, eles conferem.
De dezembro ao Carnaval é o pico — quente, cheio, caro e com tudo ligado para vida noturna e beach clubs. Abril, maio, outubro e novembro trazem clima quente o bastante com uma fração da multidão e diárias mais perto de R$150. De junho a agosto faz frio de verdade para uma cidade de praia brasileira e boa parte da noite fecha, então só venha nesse período pelo teleférico e pela vista do Cristo Luz, barato.
Não — a orla, a estação do teleférico e a maioria dos hotéis dá para fazer a pé, e o Uber cobre o resto barato, tipicamente R$12–R$25 dentro da cidade. Carro só é útil para bate-voltas a Bombinhas, Itapema ou ao circuito do Warung Beach Club mais ao sul. Vaga perto da Avenida Atlântica em janeiro é escassa e não compensa a dor de cabeça numa viagem de fim de semana.