Bombinhas
Conjunto de praias pequenas com a água mais transparente do estado — snorkel, reserva marinha e um trânsito de verão terrível.
Água azul e transparente numa pequena enseada na península de Bombinhas
Por que as pessoas ficam em Bombinhas
Bombinhas fica numa península que avança de Porto Belo mar adentro e tem a água mais transparente de todo o litoral sul brasileiro — visibilidade de 8 a 15 metros com frequência na Praia de Sepultura e nos arredores da Reserva Marinha do Arvoredo. São 39 praias na península, a maioria pequena e rochosa, várias acessíveis só por trilha. É um destino legítimo de snorkel e mergulho para quem quer o visual caribenho sem sair do Brasil. Fora de temporada é o paraíso; em janeiro é um pesadelo de trânsito controlado.
O detalhe do verão: o município de Bombinhas aplica uma cota de veículos. Nos dias de pico (26 de dezembro até o Carnaval, mais os feriados prolongados) o número de entradas é limitado e os carros são barrados na estrada de acesso (SC-412). Chegue antes das 8h ou depois das 18h. Uma vez dentro, estacionar é a segunda camada de frustração. A saída: dormir na cidade, andar a pé, usar as vans e ônibus locais. Bombinhas recompensa quem tem paciência — chegue com plano, encare como uma semana devagar, e é a melhor água para nadar de todo este litoral.
Às 21h o Centro de Bombinhas já está praticamente quieto: uma faixa curta de pizzarias e quiosques de frutos do mar perto do trapiche fica aberta até umas 23h, famílias caminham pela orla com sorvete e o barulho mais alto da praia é o das ondas nas pedras da Sepultura. Não existe vida noturna de verdade aqui — Bombinhas não é Balneário Camboriú, a vinte minutos pela costa, e nem tenta ser. É justamente esse o apelo para os mergulhadores, snorkelers e aposentados que lotam as pousadas; quem procura bares e cozinha aberta até tarde deve reservar em Camboriú e vir passar o dia.
Famílias com crianças pequenas se dão bem em Bombas, onde a areia é mais plana e a água mais calma do que nas enseadas rochosas do outro lado da península. Mergulhadores e snorkelers devem se hospedar mais perto da Sepultura ou de Quatro Ilhas e pular Bombas de vez — a visibilidade lá é mais turva porque a praia pega mais ondulação. Venha em abril ou outubro para pegar a água mais limpa sem o caos de janeiro: o mar está quente o bastante, as pousadas baixam as diárias em um terço e a cota de veículos desaparece completamente.
O Centro de Bombinhas (a vila principal, com a Praia da Sepultura e a Praia dos Pequenos) é a base pedestre — pousadas de R$280 a R$550 no pico e R$180 a R$300 na baixa. Bombas, logo ao norte (tecnicamente a praia vizinha), concentra a maioria das pousadas familiares com preços um pouco menores. Quatro Ilhas, no lado leste da península, é mais tranquila e tem a água mais limpa, mas exige carro para qualquer coisa. Evite Zimbros (extremo sul) a menos que queira mesmo isolamento — fica a 25 minutos das praias principais.
O que fazer em Bombinhas
A pequena enseada protegida no extremo oeste do Centro de Bombinhas. Entra-se a pé pela área de estacionamento na Rua Sepultura, R$5 de entrada. Recifes de pedra dos dois lados, visibilidade normalmente de 6 a 12 metros, sargentinhos e budiões. Aluguel de snorkel R$25 na entrada. Melhor das 9h às 11h, antes de o vento subir.
Saídas do trapiche do Centro de Bombinhas às 9h e às 13h. R$150–R$180 por pessoa no passeio de meio dia com snorkel até a reserva biológica marinha. Reserve na véspera nos quiosques do trapiche — a Aventuras Marítimas é a operadora confiável. Nadadeiras e máscara inclusas.
Trilha de 40 minutos de Quatro Ilhas por cima do costão até uma praia pequena e escondida. Início sinalizado na Rua Reta da Lagoinha. Leve água e sapatilhas — a praia é de pedra. Vazia, exceto nos fins de semana. Sem infraestrutura, sem quiosque: leve tudo e traga tudo de volta.
O ponto mais alto da península, 220 metros. Início da trilha na Rua Vereador Manoel dos Santos, em Bombas, 30 a 40 minutos de subida pela mata atlântica. O mirante no topo abre para toda a península e as ilhas ao largo. Melhor luz 40 minutos antes do pôr do sol. Desça antes de escurecer — a trilha não tem iluminação.
A água calma e rasa de Bombas é ideal para iniciantes. Os quiosques de aluguel ao longo do calçadão alugam pranchas de SUP e caiaques a partir de R$40 a hora, sem exigir experiência. As manhãs antes das 10h são as mais lisas. Boa opção nos dias em que a ondulação deixa a Sepultura agitada demais para snorkel.
Várias operadoras perto do trapiche do Centro de Bombinhas dão cursos PADI open water em dois a três dias, a partir de uns R$1.200 com equipamento e o mergulho no Arvoredo. Batismos avulsos para quem não tem certificação saem por volta de R$250. Reserve com um dia de antecedência na alta temporada — os barcos enchem rápido.
O que ver
Hotéis perto de Bombinhas
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Como se locomover em Bombinhas
De Florianópolis são 90 minutos de carro para o norte pela BR-101 e depois pela SC-412 até a península, Uber R$220–R$260. Do Aeroporto de Navegantes, 45 minutos, R$110. Ônibus público da Rita Maria (Florianópolis) até Porto Belo (R$45, 2 horas) e depois ônibus local até Bombinhas (R$8, 30 minutos) — barato mas sofrido. Dentro da península, os ônibus locais (linhas municipais) conectam as praias a cada 30 minutos por R$5. Nos fins de semana de verão, a cota de veículos torna essencial ficar hospedado e andar a pé.
Perguntas sobre Bombinhas
Não fecha, mas limita. Nos dias de pico (26 de dezembro até o Carnaval e feriados) a prefeitura opera uma cota de veículos e barra os carros na entrada da SC-412 assim que a capacidade se esgota, normalmente por volta das 9h. Hóspedes com reserva em pousada entram apresentando o comprovante; quem vem passar o dia deve chegar antes das 8h ou depois das 18h. Se você vai dormir na cidade, estacione na pousada e não mexa no carro.
Praia de Sepultura, para entrar pela areia sem complicação (recifes de pedra dos dois lados da enseada, visibilidade de 6 a 12 metros). Para a experiência de verdade, pegue um barco até a Reserva Marinha do Arvoredo, a 1 hora da costa — visibilidade de 15 a 20 metros, peixes de recife de verdade, tartarugas de vez em quando. R$150–R$180 pelo passeio de meio dia saindo do trapiche de Bombinhas.
Três dias cheios dão conta das praias principais, de uma sessão de snorkel na Sepultura e de um passeio de barco ao Arvoredo sem correria. Mergulhadores ou quem vai fazer um curso PADI deve reservar quatro a cinco dias. Menos de dois dias significa escolher uma ou duas praias e ignorar toda a rede de trilhas.
Bombas e os trechos mais calmos do Centro de Bombinhas funcionam bem para famílias — areia rasa, de declive suave, e caminhadas curtas desde as pousadas. As enseadas rochosas como Sepultura e Lagoinha combinam mais com crianças maiores e adultos, já que a entrada é por cima das pedras e a água fica funda rápido. Leve sapatilhas para qualquer uma das praias menores.