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8 melhores trilhas de Santa Catarina (dificuldade e dicas)

2026-03-255 min de leituraDestinoSC
Caminhante na borda de um cânion na Serra Catarinense ao nascer do sol Caminhante na borda de um cânion na Serra Catarinense ao nascer do sol

Planeje as oito melhores trilhas de Santa Catarina com dificuldade, distância, taxas e dicas práticas, da Lagoinha do Leste aos cânions da Serra.

1. Trilha da Lagoinha do Leste — Florianópolis

A ida e volta de 4 horas do Pântano do Sul até a Lagoinha do Leste é a trilha definitiva da Ilha de Santa Catarina — 200 metros de subida, uma vista do mar na crista que para a conversa, e uma praia intocada no fim, acessível por nenhuma estrada. A trilha é bem sinalizada com faixas de tinta laranja, não exige guia e entrega um banho de mar em uma enseada selvagem como recompensa pelo esforço. Assine no posto do guarda no início da trilha; não há taxa, mas eles contam sua entrada e saída.

Faça isso nas estações intermediárias — abril, maio, setembro, outubro — quando a temperatura no meio-dia fica abaixo de 26°C. O verão é castigador; você cozinha na subida da volta. Leve 3 litros de água por pessoa, protetor solar, chapéu, e não tente de chinelo. O ponto de partida alternativo do Matadeiro é 15 minutos mais curto, mas começa com uma caminhada de praia que fica atolada depois de chuva. Fica em primeiro porque combina Santa Catarina litorânea e caminhada num único pacote perfeito de quatro horas que nenhuma outra trilha do estado iguala.

2. Trilhas da borda do Morro da Igreja — Urubici

A 1.822 metros, o Morro da Igreja é o ponto mais alto acessível de carro no Sul do Brasil, e uma vez passado o portão do parque as trilhas da borda continuam por mais 3 a 5 km ao longo do topo dos penhascos — com o arco de rocha da Pedra Furada no mirante principal a 400 metros do estacionamento. A caminhada da borda além do arco é a recompensa que a maioria dos visitantes de um dia pula: 90 minutos de mata de araucárias e campos abertos em altitude, com vistas de precipício sobre a escarpa da Serra Geral.

Entrada R$25 por pessoa, o parque fecha às 16h e o portão mantém teto de 40 carros nos fins de semana. Manhãs de inverno têm menos cinco e exigem agasalho de verdade. Tardes de verão chegam a 22°C e são as melhores condições de caminhada. A trilha tem gradiente fácil — caminhada plana pela borda no estilo português — mas a altitude faz você chegar um tanto ofegante independente do preparo. Fica em segundo porque o cenário é genuinamente diferente de qualquer outro lugar do Brasil e a infraestrutura da trilha é bem mantida.

3. Cânion Fortaleza — tecnicamente Rio Grande do Sul mas acessado pela Santa Catarina

O cânion Fortaleza é o segundo mais famoso da Serra Geral (atrás do Itaimbezinho) e, embora fique do lado do Rio Grande do Sul da divisa estadual, a maioria dos visitantes chega a ele desde Cambará do Sul via São José dos Ausentes — 90 minutos de carro das cidades serranas catarinenses de Bom Jardim da Serra e São Joaquim. A trilha da borda cobre 7 km de ida e volta ao longo de um penhasco de 900 metros com três mirantes, e você faz o trajeto todo em três horas com tempo de sobra em cada parada.

É a entrada mais tramposa da lista — você cruza a divisa estadual — mas qualquer viagem à serra catarinense deveria incluí-la, e é a caminhada mais espetacular ao alcance do estado. Entrada no parque R$65. Reserve online com três dias de antecedência; o parque limita visitantes diários. Vá num dia sem nuvens ou você olha para uma sopa cinza onde o cânion deveria estar. Fica em terceiro com um asterisco que seria injusto não declarar.

4. Trilha do Morro do Baú — Ilhota

O Morro do Baú é um domo de granito de 819 metros entre Blumenau e o litoral, e a trilha até o cume é a caminhada clássica de serra litorânea do estado. Quatro horas de ida e volta, 600 metros de desnível, e um cume com vista de 360 graus sobre o Vale do Itajaí a oeste e o Atlântico a leste. A trilha é técnica em pontos — cordas fixadas pelo clube de montanhismo local nos 100 metros finais — e exige tênis de trilha adequados e cabeça para exposição.

O acesso é pelo Parque Botânico do Morro do Baú, entrada R$15, fechado na segunda. É o desafio clássico de trilha de um dia do estado para os moradores, e você encontra muitos deles nos fins de semana. Vá numa terça ou quarta para ter solidão. Pule depois de chuva forte — o granito fica traiçoeiro. Fica em quarto porque é a trilha de cume mais séria do estado e entrega um senso genuíno de conquista mais a melhor vista do Vale do Itajaí.

5. Trilha do Farol de Naufragados — Florianópolis

Na ponta mais ao sul da Ilha de Santa Catarina, o Farol de Naufragados de 1883 fica no fim de uma caminhada de 3 km por Mata Atlântica desde o ponto de partida na Praia dos Naufragados. A caminhada é quase plana, bem sinalizada, e leva uma hora por sentido com tempo no farol para a vista sobre a entrada da Baía Sul. É a menos exigente das caminhadas de verdade desta lista e provavelmente a mais fotografada.

O detalhe é chegar ao ponto de partida — você dirige até Caieira da Barra do Sul e caminha os 4 km adicionais de lá (o que transforma no dia num total de 14 km), ou pega um barco em Pântano do Sul ou Ribeirão da Ilha até a praia de Naufragados por R$40 ida e volta. A opção do barco é a escolha sensata. Fica em quinto porque é a forma mais fácil de ver costa genuinamente selvagem na ilha, e o farol é uma instalação de engenharia portuguesa do século 19 ainda em serviço.

6. Cânion do Funil — Lauro Müller

Menos famoso que o Fortaleza mas genuinamente dentro de Santa Catarina, o Cânion do Funil é acessado desde Lauro Müller por uma caminhada de 6 km pelas encostas de mata da Serra do Rio do Rastro até um mirante sobre um cânion em fenda de 200 metros de profundidade. A trilha é sem sinalização em partes e melhor feita com guia local, R$150 por pessoa por um dia, reserva pela secretaria de turismo de Lauro Müller. O dia total é de seis horas incluindo a estrada até o início da trilha.

É a trilha de insider da Serra Catarinense — a maioria dos turistas que dirige a famosa Serra do Rio do Rastro passa reto pela entrada para Lauro Müller e nunca fica sabendo que o cânion existe. Fica em sexto porque a relação esforço-recompensa é alta mas a barreira prática de precisar de guia mantém a trilha fora da maioria dos roteiros. Vá em dia limpo; o cânion na neblina é apenas uma caminhada muito fria pelas matas.

7. Ilha do Campeche em caminhada de um dia — Florianópolis

A Ilha do Campeche é uma pequena ilha oceânica acessada por barco a partir da Praia do Campeche (R$80 ida e volta, 15 minutos por sentido), e uma vez na ilha a trilha faz um circuito de 4 km passando por inscrições rupestres pré-coloniais e uma pequena praia do lado oposto. A ilha é patrimônio nacional com limite estrito de 800 visitantes por dia, então você reserva pelo Costão do Santinho ou por um quiosque no Campeche com dois dias de antecedência. É a única entrada da lista que exige barco.

O tempo total na ilha é de três horas porque os barcos rodam com horário, e a trilha leva 90 minutos se você para para banho na praia oposta. As inscrições têm 4.000 anos e são a arte rupestre pré-colonial mais acessível do estado. Fica em sétimo porque é mais uma atividade do que uma caminhada, mas a caminhada em si é real e o cenário é notável. Pule em ventos fortes de leste; os barcos cancelam.

8. Rota das Cachoeiras — Corupá

Corupá é uma cidade pequena no norte do estado com 14 cachoeiras ligadas por uma rota de caminhada sinalizada de 22 km no total — você pode fazer o percurso completo em dois dias com pernoite em uma pousada de vale, ou fazer o melhor trecho de 8 km em um dia, da Cachoeira Braço Esquerdo até a Cachoeira Rainha. Desnível 300 metros, mata mista e vale aberto, e piscinas naturais para banho em três das cachoeiras. Guia não obrigatório, mas recomendado para a versão de dois dias, R$300 por dia.

É a resposta do norte do estado para a Trilha da Lagoinha do Leste — um dia de caminhada de verdade por terrenos variados com recompensas ao longo do caminho. Fica em oitavo porque é menos espetacular que as opções litorâneas ou de cânion, mas pontua bem em esforço-recompensa e permite banhos entre as subidas. Melhor feita de setembro a novembro, quando as cachoeiras estão cheias mas a umidade ainda não atingiu o pico. Pousadas no destino final só aceitam dinheiro; reserve por WhatsApp pela secretaria de turismo de Corupá.

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Antes de reservar

As perguntas que as pessoas fazem sobre Santa Catarina, respondidas com os números deste mês.

Qual trilha é melhor para um visitante de primeira viagem com um dia?

Trilha da Lagoinha do Leste a partir do Pântano do Sul — você faz uma caminhada de verdade (quatro horas), toma banho numa praia selvagem, e volta ao hotel em Florianópolis até as 17h. Captura a experiência do litoral catarinense melhor do que qualquer outro dia único e não exige guia, licença ou planejamento além de levar água e protetor.

Preciso de guia em alguma dessas trilhas?

Para a caminhada do Cânion do Funil a partir de Lauro Müller, sim — a trilha não é sinalizada. Para a versão completa em dois dias da Rota das Cachoeiras, recomendado mas não obrigatório. Para todo o resto desta lista, não — as trilhas são sinalizadas, os postos de guarda assinam sua entrada, e caminhantes independentes fazem todas o tempo todo. Baixe mapas offline de qualquer forma.

Qual é o melhor mês para caminhar em Santa Catarina?

Maio, setembro e outubro — frescos o bastante para as trilhas litorâneas não te cozinharem, secos o bastante para o piso ficar firme, e claros o bastante para as vistas serranas cumprirem. Inverno (junho a agosto) está bom para as trilhas litorâneas mas a serra é fria e muitas vezes encoberta. Verão (dezembro a março) é brutalmente quente para qualquer trilha com subida contínua.

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