Os 8 melhores lugares para comer frutos do mar em Santa Catarina, ranqueados
Ostras frescas e peixe grelhado em um restaurante litorâneo de Santa Catarina
Oito cidades e bairros do litoral para frutos do mar, ranqueados por saber se o peixe saiu mesmo de um barco local naquela manhã.
1. Ribeirão da Ilha pelas ostras
O sul da Ilha de Florianópolis é onde a ostreicultura brasileira nasceu nos anos 1980, e a baía de Ribeirão da Ilha produz cerca de 85% das ostras cultivadas do país. Uma dúzia de ostras gratinadas em qualquer dos restaurantes à beira-mar ao longo da Rodovia Baldicero Filomeno sai por R$45-70; os mesmos restaurantes servem cruas, ao vinagrete ou em moqueca por valores parecidos.
O Ostradamus é o nome famoso e continua muito bom, mas os lugares menores da mesma estrada — Rancho Açoriano, Ostras Rio Tavares — servem ostras idênticas dos mesmos bancos por 30% menos. Reserve nos fins de semana da alta temporada; entre sem reserva no meio da semana. O pôr do sol sobre a Baía Sul, visto dos terraços, é o fechamento, e é a razão de esse item ser o primeiro — nenhuma outra experiência gastronômica com frutos do mar no estado combina esses elementos assim.
2. Bombinhas pelo peixe grelhado direto do barco
A península de Bombinhas tem uma frota pesqueira ativa e os restaurantes ao longo da Praia de Bombas e do canal em Porto Belo compram direto dos barcos toda manhã. Anchova, tainha (na safra, maio-julho), robalo e pargo aparecem na lousa escritos à mão, não impressos. Um peixe inteiro grelhado para dois sai por R$130-180 com acompanhamentos.
Pule o corredor turístico voltado para a praia principal e caminhe dois quarteirões para dentro, ou vá para as praias menores — Sepultura, Retiro dos Padres. O Bar do Arante roda há décadas e continua fazendo o peixe na tábua direito, R$95 por pessoa. A qualidade da pesca é genuinamente um degrau acima de Florianópolis por preços parecidos, e só fica em segundo porque a especialidade de Ribeirão é de nível mundial.
3. Safra da tainha na Barra da Lagoa (maio-julho)
A tainha é uma tainha (nome mesmo), e por três meses ao ano toda a costa leste da ilha gira em torno da sua chegada. O método tradicional é a pesca de arrastão — uma operação de rede na praia com 20 pescadores puxando um único lance — e a Barra da Lagoa é o bairro onde ainda se pode ver isso acontecer. Os restaurantes em volta da vila pesqueira servem tainha escalada (aberta em borboleta, grelhada na lenha) por R$85-120 por pessoa.
Fora da safra, os mesmos restaurantes são bons, mas nada especiais; em junho, a fila começa às 12:30. Fica em terceiro pela janela estreita: é a melhor experiência de frutos do mar do estado, mas só se você estiver aqui entre mais ou menos 15 de maio e 20 de julho. Experimente o Ponto Certo ou os quiosques perto do canal, e prefira almoço a jantar.
4. Sushi e cozinha nipo-brasileira na Lagoa da Conceição
Não é tradicional, mas é honesto: a Lagoa tem a melhor cena japonesa do estado, e o peixe é local e não importado. O Kaisui, o Aki e alguns lugares menores fazem sashimi de espécies do Atlântico — atum, olho-de-boi, dourado — que casas estilo Tóquio em outros lugares se recusariam a servir e que, na prática, funcionam muito bem. Conte R$120-180 por cabeça com bebida.
É a escolha se o modelo português-açoriano tradicional começou a cansar. O Kaisui em particular faz um menu-degustação por R$180 que muda semanalmente. Reserve com antecedência nos fins de semana; a cena da Lagoa lota. Fica em quarto porque é um gosto específico — se você veio a Santa Catarina para comer tainha e moqueca, não é prioridade, mas se ama peixe cru é o melhor do estado.
5. As cozinhas de pescadores do porto velho de Laguna
O centro histórico de Laguna ainda funciona como porto ativo, e a série de restaurantes na Rua Voluntários da Pátria e em volta do mercado de peixe vende o que chegou naquela manhã por preços que ainda não alcançaram Florianópolis. Camarão à milanesa por R$70, peixe inteiro por R$100, moqueca de peixe para dois a R$130. Os salões são simples: luz fluorescente, cadeira de plástico, sem vista.
O prato local único é a pesca artesanal com botos — a parceria tradicional entre pescadores locais e botos selvagens que empurram as tainhas para as redes. Ainda acontece na safra e você pode assistir da Praia da Tesoura. Os frutos do mar ficam em quinto em qualidade por real, mas o ambiente é o pior da lista. Vá pela comida e pela história, não pela atmosfera.
6. As cozinhas de beach club da Praia do Rosa
Os restaurantes do Rosa cobram preço de público surf — conte R$150-220 por cabeça com bebida — mas as cozinhas são ambiciosas. O Ostra e Ostra faz um bom cardápio de ostras e champanhe; o Urucum faz uma moqueca de sotaque baiano; o Bar do Zado continua fazendo peixe grelhado simples direito. O peixe chega dos barcos de Imbituba e Garopaba, não é local do Rosa em si.
Fica em sexto porque você está pagando pelo cenário — decks no alto do penhasco, vista do pôr do sol, salões bem montados — tanto quanto pelo peixe. Se você já está hospedado no Rosa, não saia para jantar; se está decidindo para onde ir numa viagem focada em frutos do mar, Bombinhas ou Ribeirão ganham no custo-benefício. Reserve tudo em janeiro e fevereiro; walk-ins ouvem 'não' a partir das 20:00.
7. Itajaí e os mercados do porto pesqueiro
Itajaí é o maior porto pesqueiro de Santa Catarina em tonelagem, e o mercado atacadista — o Ceasa do Pescado — vende ao público pela manhã. Não é experiência de restaurante; é experiência de comprar e cozinhar, se você estiver em um lugar com cozinha. Robalo inteiro sai a R$45/kg, camarão-rosa a R$80/kg, e a seleção é o que efetivamente desembarcou, não o que um restaurante quis colocar em destaque.
Em volta do porto, meia dúzia de cantinas de trabalhador fazem prato feito pesado no peixe do dia por R$35-55 — peixe de verdade, salão sem graça, sem cardápio em inglês. Fica em sétimo porque é uma missão em vez de um jantar, mas para quem cozinha e está hospedado perto de Balneário Camboriú, só o mercado já justifica a estrada.
8. A simplicidade de cidade pequena em Garopaba
Garopaba fica a 20 minutos do Rosa, mas com preço de outro país. Os restaurantes em volta do porto pesqueiro e ao longo da Rua Padre José Berthier servem peixe grelhado, camarão e moquecas por R$70-100 por pessoa, feitos sem frescura e servidos sem espera na maioria das noites. A pesca é a mesma que abastece os restaurantes do Rosa, duas pontas ao norte.
Fica em último só porque nenhum restaurante individual tem a reputação específica das opções melhor colocadas — nada aqui é o Ostradamus de Garopaba. Mas como categoria é o melhor custo-benefício da lista: se você está em viagem longa e precisa de jantares de frutos do mar que não estourem o orçamento, use como base aqui ou em Imbituba e coma assim por uma semana.
Antes de reservar
As perguntas que as pessoas fazem sobre Garopaba, respondidas com os números deste mês.
Junho pela tainha, que é a temporada genuinamente única do estado. Outubro a março para ostras no pico e para o camarão-rosa. Evite pleno inverno (julho-agosto) em alguns restaurantes menores do litoral que fecham ou cortam cardápio. A temporada de reservas obrigatórias vai de 20 de dezembro a 20 de fevereiro — reserve tudo que valha a pena com 10 dias de antecedência.
Sim, vindas de fazendas licenciadas em Ribeirão da Ilha e na região de Santo Antônio de Lisboa. A baía é monitorada e as fazendas são certificadas. Ostras cruas em restaurantes conhecidos (qualquer um dos citados acima) são tão seguras quanto ostras cruas em qualquer lugar do mundo. Ostras de camelô em feiras de praia são outra história — pule, a não ser que você conheça a procedência.
R$70-100 por pessoa para um jantar de frutos do mar sólido de faixa média com uma cerveja, R$130-180 para um restaurante decente com vinho, R$200 e mais nos decks no alto do Rosa ou num menu-degustação da Lagoa. Almoço é consistentemente mais barato que jantar — os pratos executivos em portos e cidades pequenas saem por R$35-55 com peixe de verdade. As ostras em Ribeirão ficam em torno de R$45-70 a dúzia.