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Os 8 melhores mirantes de Florianópolis, ranqueados

2026-02-205 min de leituraDestinoSC
Vista panorâmica da Lagoa da Conceição a partir de um mirante numa encosta de Florianópolis Vista panorâmica da Lagoa da Conceição a partir de um mirante numa encosta de Florianópolis

Os 8 mirantes na Ilha de Santa Catarina que valem a subida, ranqueados pelo que você realmente enxerga e por quanto trabalho dá chegar lá.

1. Morro da Cruz — o que todo mundo esquece

A 285 metros, o Morro da Cruz fica diretamente acima do centro histórico de Florianópolis e oferece a melhor vista das pontes da ilha, do centro e dos bairros do continente do outro lado da baía. O detalhe é o acesso: a estrada de subida passa por uma comunidade e táxis costumam recusar dirigir por ali depois do escurecer. Vá de dia, pegue um Uber (R$25 desde o centro) e passe 30 minutos no mirante do cume. Numa manhã limpa entre abril e outubro, você vê da Ponte Hercílio Luz até o Ribeirão da Ilha ao sul — 30 km de costa em um mesmo enquadramento.

Fica em primeiro porque nenhum outro mirante te dá cidade e pontes na mesma foto. Vá antes das 9h no fim de semana, quando os ônibus de turismo ainda não começaram, ou depois das 17h quando a luz suaviza e as luzes da ponte acendem. O Uber de volta é mais fácil que o de subida — muitos motoristas te pegam do cume, mas poucos querem subir vazios. A torre de observação municipal de R$4 no topo está fechada mais vezes do que aberta; o mirante gratuito ao lado é a atração de fato.

2. Mirante do Morro da Lagoa da Conceição

A SC-406 sobe saindo do centro, cruza a crista da serra a 240 metros e desce até a bacia da Lagoa da Conceição — e o acostamento no topo é a vista de cartão-postal de Florianópolis. Você enxerga o sistema de lagoas inteiro, as dunas da Joaquina, e em dias limpos o Atlântico aberto além. Há estacionamento para 20 carros e um par de vendedores de coco nos fins de semana cobrando R$10 por um gelado. Sem taxa de entrada, sem caminhada, e fica na estrada que você já ia pegar para chegar à Lagoa ou às praias do leste.

O problema honesto é que todo mundo para aqui e o acostamento enche entre 11h e 16h nos fins de semana e todo dia em janeiro. Vá no nascer do sol (a luz vem por trás de você, o que tudo bem) ou 45 minutos antes do pôr do sol, quando a lagoa fica cor de cobre. Existe um mirante mais bruto e sem asfalto 200 metros mais adiante na estrada que a maioria ignora — caminhe até lá para uma versão da mesma vista sem a multidão. Este é o mirante sem esforço, e o segundo lugar reflete o fato de que esforço faz parte do valor de um mirante.

3. Morro das Aranhas — para as praias do norte

Entre a Praia do Santinho e a Praia dos Ingleses, o Morro das Aranhas sobe 180 metros da areia e entrega a vista de referência do arco de praias do norte. Uma subida de 25 minutos a partir da trilha do resort Costão do Santinho (aberto a não hóspedes, R$0) te leva por cima de inscrições rupestres pré-coloniais em uma seção pequena e fechada e depois num cume aberto com vista de 270 graus. Em um dia limpo, você enxerga ao norte até a Ponta das Canas, a oeste até as montanhas do continente e a leste sobre oceano aberto até a África, sem nada no meio.

Faça de manhã antes de o vento litorâneo aumentar — o cume fica desagradável depois das 13h de novembro a março. A trilha é bem sinalizada, não precisa de guia e dá para fazer de tênis. Pule depois de chuvas fortes; os últimos 50 metros ficam escorregadios. Combine com um banho na Praia do Santinho na volta, onde o quiosque vende caipirinhas de R$18 que têm gosto melhor do que deveriam. Este é o equivalente do norte ao Morro da Cruz, e o terceiro lugar é apenas porque a composição não inclui as pontes.

4. Mirante do Sul — Costa de Dentro ao Pântano do Sul

Na estrada até a Praia do Matadeiro e Lagoinha do Leste, a via sobe uma crista acima do Pântano do Sul e entrega um mirante de acostamento que a maioria dos turistas passa reto. A vista para o sul é sobre o vilarejo pesqueiro do Pântano do Sul com seus barcos de madeira encalhados na areia, e adiante para a Ilha do Xavier no mar. É o mirante que captura o sul trabalhador e não-turístico da ilha — os pescadores ainda moram e trabalham abaixo de você, e os barcos entrando e saindo estão atrás da tainha do dia em vez de posarem para foto.

Há um pequeno quiosque aqui servindo pastel de camarão a R$14 e cerveja gelada a R$8, tocado por uma família do Pântano do Sul. Vá no fim de tarde e desça até o vilarejo para o jantar no Bar do Arante — as paredes cobertas por 40 anos de bilhetes manuscritos de clientes, e um peixe à milanesa para dois por R$140. Fica em quarto porque a vista é mais silenciosa que as três de cima, o que é uma virtude ou uma marca contra dependendo do motivo pelo qual você veio.

5. Trilha da Lagoinha do Leste — a vista conquistada

A Lagoinha do Leste é a praia selvagem alcançada só por duas trilhas, e a trilha do Matadeiro leva 90 minutos por sentido com 200 metros de subida. O mirante na crista, antes de descer para a praia, é o mais espetacular do sul da ilha — uma meia-lua intocada de areia entre dois costões, sem estrada, sem construção, sem infraestrutura de espécie alguma. Parece Florianópolis em 1950 porque efetivamente é. A foto que você tira ali é a que convence seus amigos a virem.

O detalhe é que você está gastando quatro horas mais tempo de praia para ver essa vista, e a trilha é genuinamente uma caminhada — não um passeio. Leve 2 litros de água por pessoa, protetor solar que você vá reaplicar de verdade, e não tente de chinelo. No verão, comece às 7h30 para não subir a volta em 34°C. A praia em si vale a hora extra depois do mirante, então reserve seis horas no total. Pule se estiver em Florianópolis por um dia; faça se tiver quatro.

6. Mirante do Sertão do Peri

O Parque Municipal da Lagoa do Peri protege o maior lago de água doce da ilha, e a trilha entrando no sertão — o interior — sobe até um mirante sobre o lago a 160 metros. São 3 km de caminhada por sentido em Mata Atlântica, R$5 de entrada no parque, marcada com setas azuis. A vista é diferente de todos os outros mirantes desta lista porque não tem mar — só morros arborizados, o lago de água doce e nenhum sinal de ocupação. É a coisa mais próxima que dá de ver a Ilha de Santa Catarina pré-colonial.

Vá num dia útil e você tem o lugar só para si. Fins de semana trazem famílias com piquenique para a beira do lago, mas poucas sobem até o mirante. Leve binóculos — a mata tem tucanos, saíras e um bugio ocasional, e você vai ouvir mais do que ver. Fica em sexto porque é o mirante do especialista — você precisa querer Mata Atlântica silenciosa em vez de praias. Se esse for você, pode ser o primeiro.

7. Deque para pedestres da Ponte Hercílio Luz

A ponte pênsil de 1926 reabriu para pedestres em dezembro de 2019 depois de 30 anos fechada, e agora dá para caminhar os 819 metros do vão entre Florianópolis e o continente num tour controlado de pedestres — quarta a domingo, R$30, reserve online com três dias de antecedência. A vista não é a de um mirante propriamente dito; é da própria ponte e das duas margens que ela conecta, de um deque a 43 metros da água. Você está vendo a cidade de um ângulo que ninguém pôde ver entre 1990 e 2019.

É mais uma experiência do que um mirante propriamente dito, e fica em sétimo porque é a entrada menos convencional desta lista. O tour dura 60 minutos com guia e não deixa você demorar — não é lugar para piquenique. Vá no pôr do sol se conseguir reservar esse horário; a luz sobre a ferragem laranja recém-restaurada é teatral. Pule se você tem vertigem; o deque é vazado e você vê a água diretamente sob os pés.

8. Morro do Careca em Barra da Lagoa

A subida de 15 minutos a partir do porto pesqueiro da Barra da Lagoa até o Morro do Careca é a vista conquistada mais fácil da ilha — trilha pavimentada, alguns degraus, sem confusão de acesso. Você sai numa ponta rochosa careca a 90 metros com vista para baixo, sobre a foz do Rio Barra da Lagoa, os barcos pesqueiros entrando e a Praia Mole ao sul. O caminho segue até uma pequena capela mais acima se você quiser continuar, mas o primeiro topo já é o ponto.

Fica em oitavo porque é a opção modesta — uma vista que você acha por acaso em vez de planejar. Combine com almoço em um dos ranchos de frutos do mar da rua do porto; a moqueca de peixe do Restaurante Barra Sul sai a R$120 para dois e vale o apetite construído na subida. Vá em maré alta, quando os barcos estão em atividade. Pule no inverno, quando o vento no topo é brutal e os barcos não estão saindo muito de qualquer jeito.

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Antes de reservar

As perguntas que as pessoas fazem sobre Lagoa da Conceição, respondidas com os números deste mês.

Qual mirante é melhor no pôr do sol?

Mirante do Morro da Lagoa da Conceição para cor pura de pôr do sol na lagoa — o ângulo virado para oeste pega perfeitamente. O Morro da Cruz é melhor para fotos com as luzes da cidade acendendo, mas o pôr do sol em si fica atrás de você. Evite o Morro das Aranhas no pôr do sol porque você desce numa luz que some, numa trilha que fica complicada quando você não enxerga os pés.

Preciso de guia para algum deles?

Não. Os oito ou são mirantes com acesso de carro ou trilhas públicas bem sinalizadas. A Lagoinha do Leste é a caminhada mais séria da lista e ainda assim não exige guia se você tem preparo físico decente e começa cedo. O tour da Ponte Hercílio Luz inclui um guia na tarifa de R$30, que é a única exceção.

Qual mirante fazer se eu só tenho meio dia?

Mirante do Morro da Lagoa da Conceição de táxi ou carro alugado — é o único mirante em que você sobe de carro, estaciona e volta ao hotel em 90 minutos com uma vista genuinamente representativa de Florianópolis no rolo da câmera. Combine com uma parada para café na vila da Lagoa da Conceição embaixo e você usou umas três horas bem.

Onde ficar

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