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Os 9 melhores mirantes de Santa Catarina, ranqueados

2026-05-115 min de leituraDestinoSC
Vista panorâmica de um mirante costeiro de Santa Catarina ao nascer do sol Vista panorâmica de um mirante costeiro de Santa Catarina ao nascer do sol

Nove miradouros pelo estado, ordenados por saber se a vista justifica o esforço de chegar lá.

1. Morro da Cruz, Florianópolis

O ponto alto da cidade, a 285 metros, acessado por uma estrada curta que sai do Centro e termina num pequeno estacionamento junto de uma torre de comunicação. A vista varre das duas pontes sobre a Baía Norte até a península do aeroporto ao sul, com o continente e a Serra do Tabuleiro formando o horizonte oeste. Entrada gratuita; a estrada é asfaltada e trafegável em qualquer carro.

Vá no pôr do sol no outono (março-maio), quando a atmosfera é mais limpa — tardes úmidas de verão desbotam as cores. O porém é a segurança depois do escuro: o entorno é uma comunidade e a rua esvazia rápido assim que o sol cai. Suba 90 minutos antes do pôr do sol e desça em até 30 minutos depois. Número um porque nenhum outro mirante do estado te mostra uma capital inteira, duas pontes e duas baías de uma vez.

2. Pedra Furada, Urubici

O cume do Morro da Igreja, a 1.822 metros, e o arco da Pedra Furada perfurando a crista. Num dia limpo você olha 80 km a leste até o Atlântico — literalmente, dá para ver a planície costeira e o brilho do mar. Não é subir de carro até o topo; o acesso é por 4x4 pela porteira do ICMBio (aberta das 8:00 às 14:00) ou a pé desde o início da trilha, e a nuvem geralmente fecha às 11:00.

O motivo de ficar em segundo e não em primeiro: as chances. Você tem talvez 50% de chance de vista limpa mesmo nos meses bons (março-maio, agosto-outubro), e o esforço envolve transfer pago ou veículo apropriado. Quando dá certo, é a melhor vista do sul do Brasil. Quando não dá, você subiu para dentro de uma parede cinza. Pese com cuidado.

3. Mirante do Cristo, Balneário Camboriú

A estátua do Cristo Luz fica a 130 metros acima da cidade e olha para o skyline vertical inteiro de Balneário Camboriú — uma parede de 40 andares de prédios ao longo de uma praia curva. É uma vista urbana genuinamente marcante, diferente de qualquer outra no estado. Entrada R$45 no dia, R$60 à noite com o show de luzes. Acesso por um teleférico curto (R$40 ida e volta) ou uma estrada íngreme.

Vá no fim da tarde: os prédios acendem em sequência e a praia se curva num laranja com neon. É kitsch e você sabe, e ao mesmo tempo é correto — é assim que Balneário Camboriú realmente é, e fingir o contrário te entrega uma vista sem graça. Fica em terceiro porque o cenário é uma atração paga com fila, não um mirante selvagem, mas o resultado é único.

4. Morro do Careca, Bombinhas

Uma subida íngreme de 30 minutos a partir da Praia da Sepultura termina num domo de granito pelado com vista 360° da península de Bombinhas — cinco praias visíveis de uma vez, as ilhas ao largo e o litoral continental subindo ao norte até Porto Belo. Acesso gratuito, sem portaria, sem estrutura. Use calçado adequado; os últimos 100 metros são escalada leve, não caminhada.

Vá cedo (antes das 9:00) no verão para escapar do calor e da multidão; a trilha assa às 11:00. Fora de temporada (abril-outubro), você pode ter o cume só para si. É o melhor mirante costeiro do estado acessível a pé, e só fica em quarto porque a vista urbana de Balneário é mais singular. Se você prefere natureza a cidade, troque-o para o terceiro lugar.

5. Ponta do Caminho, Praia do Rosa

A ponta entre o Rosa Norte e o Rosa Sul, alcançada por uma caminhada de 15 minutos desde a Praia Vermelha. A vista abarca três praias, a lagoa atrás do Rosa e — de julho a novembro — baleias-francas na baía abaixo. Sem entrada, sem infraestrutura, só uma ponta gramada com alguns bancos.

Melhor ao nascer do sol, quando você tem todo o Atlântico aceso horizontalmente e as casas na encosta do Rosa ainda na sombra. Na temporada de baleias, dá para avistar os animais da ponta sem binóculo se você tiver paciência — a baía aqui é uma área de berçário oficial. Fica em quinto porque a vista pura não é a mais dramática do estado, mas a observação de baleias em temporada empurra para cima.

6. Mirante da Boa Vista, Blumenau

Um bairro residencial de encosta acima do centro de Blumenau termina num pequeno parque com vista sobre o vale do Rio Itajaí-Açu, o centro histórico com seus prédios em enxaimel, e os morros verdes ao redor. Gratuito, acesso fácil de carro, com bancos e sombra. É um mirante de moradores, não parada turística.

Melhor no fim da tarde, quando a luz bate na arquitetura colonial alemã no vale abaixo. Em outubro, durante a Oktoberfest, dá para ouvir a festa desde o mirante — bandas, barulho de multidão, fogos ocasionais — o que é atmosférico ou incômodo dependendo do temperamento. Fica em sexto porque a vista é bonita mas em escala pequena; é a melhor vista do Vale Europeu, não a melhor do estado.

7. Cânion do Espraiado, Urubici

O irmão menos visitado do Cânion da Ronda, e se você chegou até esse ponto na Serra Catarinense, deveria fazer os dois. O mirante fica no fim de uma estrada de terra ruim de 8 km (recomendado veículo alto) e cai 350 metros a pique num vale de rio. Entrada R$30 pela propriedade privada, só dinheiro.

A vista é mais fechada do que a do Ronda — você olha para dentro do cânion, não sobre um planalto — e a plataforma fica mais perto da borda. Menos gente, mais silêncio, melhores fotos com sol baixo. Fica em sétimo porque o acesso é difícil e precisa da dupla Ronda-Espraiado para justificar a estrada, mas isoladamente é um cinco.

8. Farol de Santa Marta, Laguna

O farol mais alto das Américas em altura de estrutura, cravado numa ponta rochosa ao sul de Laguna, no fim de uma estrada de areia e cascalho de 15 km. O farol em si é visitável (R$15 de entrada, sobem 154 degraus) e a vista do topo abarca o Atlântico, os campos de dunas e a laguna costeira. Em dias limpos, dá para ver a costa correndo 30 km ao norte.

O porém é a estrada: lenta, corrugada e intransitável depois de chuva forte. Reserve 90 minutos em cada sentido a partir de Laguna. Fica em oitavo porque o esforço é alto e a vista, apesar de genuinamente diferente, não bate os pontos costeiros mais ao norte. Combine com uma parada nas comunidades pesqueiras artesanais na mesma estrada para uma tarde completa.

9. Serra do Rio do Rastro, Bom Jardim da Serra

Tecnicamente fora da maioria dos roteiros de Santa Catarina, mas alcançável a partir de Urubici ou da Praia do Rosa em um dia. A SC-390 sobe 1.200 metros em 12 km de curvas fechadas por uma escarpa, e o Mirante da Serra do Rio do Rastro no alto olha para baixo ao longo de toda a subida. É uma das estradas mais fotografadas do Brasil.

Acesso gratuito, estrada asfaltada, estacionamento no alto. Melhor no meio da manhã, com o sol atrás de você olhando para leste, escarpa abaixo. No inverno (junho-agosto), a neblina pode esconder a vista por dias inteiros; confira previsões. Fica em nono porque é um desvio específico — você vai lá para isso e não muito mais — mas se já está na Serra, é a imagem de encerramento de uma viagem.

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Antes de reservar

As perguntas que as pessoas fazem sobre Laguna, respondidas com os números deste mês.

Qual mirante é o melhor se eu tiver uma tarde em Florianópolis?

Morro da Cruz pela vista da cidade inteira no pôr do sol, ou as dunas da Praia da Joaquina se você quiser um pôr do sol costeiro. O Morro da Cruz te entrega uma imagem única mais forte; as dunas te dão uma hora dourada mais longa e mais selvagem. Ambos estão a 30 minutos do Centro de carro, ambos gratuitos, e nenhum exige equipamento ou caminhada séria.

Algum deles precisa de autorização ou reserva?

O Morro da Igreja exige cadastro do ICMBio na portaria (gratuito, mas você tem que chegar antes das 14:00). Alguns mirantes em terras privadas, como o Espraiado e o cânion do Ronda, cobram R$25-35 na entrada. Todo o resto da lista é gratuito e sem reserva. O complexo do Cristo Luz em Balneário e o Farol de Santa Marta têm entrada paga, mas não precisam de reserva antecipada.

Qual época do ano oferece as vistas mais limpas?

Do fim de abril até o começo de junho e de setembro até meados de outubro — as estações intermediárias — entregam consistentemente as atmosferas mais limpas. O verão (dezembro-fevereiro) fica embaçado pela umidade; o pleno inverno (julho) pode trazer neblina e nuvem baixa que fecham os mirantes de montanha por dias. Se vista limpa é prioridade, mire maio ou setembro.

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