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8 melhores caminhadas de Santa Catarina (trilhas e vistas)

2026-06-045 min de leituraDestinoSC
Trilha costeira por Mata Atlântica em Santa Catarina Trilha costeira por Mata Atlântica em Santa Catarina

Compare oito caminhadas cênicas por distância, dificuldade e acesso, de trilhas costeiras em Florianópolis a cachoeiras e caminhos para ver baleias.

1. Lagoinha do Leste, Florianópolis

Trilha de 3,5 km do Pântano do Sul por uma crista costeira até a Lagoinha do Leste — uma praia sem construção com uma lagoa de água doce atrás dela, acessível só a pé ou de barco. Duas horas de ida, duas de volta, dificuldade moderada. Sem taxa, sem infraestrutura na praia, sem sinal na maior parte da trilha. A recompensa é uma praia com a cara que praias de ilha tinham antes de todo mundo ter carro.

Vá cedo: saia da trilha até as 9:00 para ter a praia por algumas horas antes de os visitantes chegarem por volta das 12:00. Leve toda a sua água (mínimo 2 litros), almoço, e dinheiro para o quiosque pequeno que às vezes opera na praia em alta temporada. Fica em primeiro porque nenhuma outra trilha do estado entrega um destino tão genuinamente selvagem tão perto de uma capital.

2. Trilha do Poço da Bruxa até a Praia da Solidão

Ponta sul da ilha de Florianópolis, caminhada costeira de cerca de 6 km só de ida por Mata Atlântica e trilhas de topo de falésia, terminando na Praia da Solidão. Dificuldade moderada com alguns trechos íngremes. Passa por pequenas cachoeiras e piscinas naturais no interior a partir da costa. Acesso gratuito pelo início da trilha na Costa de Dentro; cerca de três horas em cada sentido.

Dá para encurtar levando o carro até a Solidão e fazendo trechos curtos de ida e volta a partir de cada ponta. A travessia inteira recompensa quem tem preparo com a melhor combinação mata-costa da ilha. Use calçado adequado — a trilha vira barro vermelho depois da chuva e escorrega. Fica em segundo porque entrega isolamento real dentro dos limites de Florianópolis, e essa é uma combinação rara.

3. Circuito das inscrições do Costão do Santinho

Circuito de 4 km a partir da Praia do Santinho, subindo o costão de granito na ponta norte da praia, passando por inscrições rupestres cravadas na rocha. Fácil a moderada; duas horas ida e volta. As inscrições têm 4.000-5.000 anos e há dezenas delas, algumas apagadas, outras profundamente entalhadas. Gratuita, sem portaria, sem guia obrigatório, embora alguém no quiosque da praia explique tudo por R$50.

A caminhada em si vale mesmo ignorando as gravuras — o granito te entrega 360° das praias do norte e do Atlântico. Vá no fim da tarde para pegar a luz na rocha. Fica em terceiro porque combina arqueologia com paisagem melhor do que qualquer outra coisa desta lista, e o esforço é pequeno.

4. Morro do Sapo, Parque Nacional da Serra do Itajaí

Subida de 6 km ida e volta por Mata Atlântica até um domo de granito a 900 metros, acessada por Guabiruba a cerca de 30 km de Blumenau. Moderada a difícil: o último quilômetro é subida de verdade sobre rocha exposta, e você precisa das duas mãos em alguns pontos. Gratuita com cadastro do ICMBio; três a quatro horas no total incluindo o cume.

A recompensa é uma vista 360° sobre todo o vale do Itajaí — uma escala de floresta que surpreende quem pensa em Santa Catarina como estado litorâneo. Vá em dia útil; nos fins de semana enchem os caminhantes de Blumenau. Leve 2 litros de água e não tente em tempo úmido; a rocha do cume fica mortalmente escorregadia. Fica em quarto porque o acesso é inconveniente e a dificuldade filtra caminhantes casuais.

5. Trilha da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim

Não é bem uma trilha — um circuito de 20 minutos em volta de uma fortaleza restaurada do século XVIII numa ilha na Baía Norte, acessada de barco a partir de Governador Celso Ramos. Fácil, caminhos pavimentados, interpretação histórica em português e inglês irregular. Entrada R$25 na fortaleza mais R$120-160 pelo barco ida e volta.

Fica em quinto como caminhada porque o percurso em si é curto, mas o cenário — um forte colonial legítimo numa ilha, ainda com os canhões — merece o lugar nesta lista. Combine com um banho no cais da fortaleza no verão e um almoço de frutos do mar de volta no continente. O trajeto de barco pela baía é metade do apelo. Melhor como meio-dia completo.

6. Caminhada de crista de Vidal Ramos a Rio dos Cedros

Caminhada de crista de 12 km por região rural do Vale Europeu, ligando duas cidades coloniais pequenas por trilhas sinalizadas em propriedades. Fácil a moderada; quatro a cinco horas. Quase toda em terras privadas dentro da cooperação turística do Vale Europeu, e os moradores que hospedam turismo rural oferecem pontos de referência, refis de água e refeições ocasionais no caminho por R$25-40.

É um tipo de caminhada diferente das opções costeiras e de mata acima — você está atravessando terra trabalhada, não área selvagem, e a recompensa são os vilarejos e as casas de fazenda em vez de uma praia ou um cume. Reserve pelo escritório de turismo do Vale Europeu em Timbó para trilha marcada e transfer de volta. Fica em sexto porque é um gosto específico, mas se você ama caminhadas ao estilo europeu, sobe.

7. Circuito das Cachoeiras, Corupá

Rota de um dia por uma série de cachoeiras em propriedade privada perto de Corupá (acessível de Joinville ou Blumenau, cerca de 90 minutos). Quatorze cachoeiras no circuito completo; a maioria das pessoas faz de 5 a 8. Sinalizada e mantida; entrada R$50 cobre o dia. Leve roupa de banho — várias quedas têm piscinas em que se pode entrar.

A caminhada é fácil; as distâncias entre as quedas variam de 500 metros a 2 km em trilhas niveladas. É um dia familiar, não atlético, e fica em sétimo só porque as atrações são todas variações do mesmo tema (água caindo sobre basalto). Se cachoeira é sua praia, sobe duas posições. O restaurante no local faz truta grelhada no almoço por R$70.

8. Caminho das falésias da Praia do Rosa até o Ouvidor

Caminhada de 4 km do Rosa Norte pelas pontas costeiras e descendo até a Praia do Ouvidor. Fácil a moderada; duas horas só de ida. Passa por mirantes de onde se avistam baleias-francas na baía de julho a novembro. Volte pelo mesmo caminho ou combine um táxi a partir do Ouvidor (R$40).

É uma caminhada costeira de menor esforço do que as opções de Florianópolis, o que combina com o ritmo de cidade de férias do Rosa. Melhor na maré baixa, quando a rota praia-costão é possível; na maré alta você é empurrado para a trilha mais alta, ainda caminhável, mas menos cênica. Fica em último porque os elementos individuais estão todos mais bem representados por caminhadas melhor colocadas, mas como programa do Rosa é a melhor hora e meia que você passa.

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As perguntas que as pessoas fazem sobre Blumenau, respondidas com os números deste mês.

Essas trilhas são seguras de fazer sozinho?

As trilhas costeiras de Florianópolis (Lagoinha do Leste, Solidão, Costão do Santinho) são seguras o bastante para muitos moradores fazerem sozinhos, especialmente com luz do dia e em temporada. O Morro do Sapo e a crista do Vale Europeu pedem companhia, porque o sinal é irregular e uma torção demoraria a se resolver. Nunca faça nenhuma dessas depois do escuro, nem trechos curtos.

Qual é a melhor trilha para quem não é acostumado?

O circuito das inscrições do Costão do Santinho ou o caminho das falésias do Rosa ao Ouvidor. Ambos têm menos de 6 km, drenam bem, não exigem escalada séria, e recompensam o esforço com vistas reais e conteúdo interessante — arqueologia em um caso, baleias (em temporada) e praias no outro. Nenhum exige equipamento além de tênis e garrafa d'água.

Qual é a temporada de caminhada em Santa Catarina?

Março-maio e setembro-novembro são ideais — temperaturas mais frescas, umidade mais baixa, menos chuva do que os extremos. O verão (dezembro-fevereiro) é quente e úmido e as trilhas costeiras assam a partir das 11:00. O inverno (junho-agosto) é confortável na costa, mas as caminhadas de montanha (Morro do Sapo, qualquer coisa na Serra) podem chegar perto de zero na altitude e trazer neblina que arruína a visibilidade.

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