Hotéis com sacada vista mar em Santa Catarina, ranqueados
Sacada com vista para o Atlântico no litoral de Santa Catarina ao nascer do sol
As 9 áreas em que uma sacada privativa sobre o Atlântico vale o sobrepreço de R$200-500, e onde não vale.
Quanto uma sacada vista mar realmente custa aqui
O sobrepreço por uma sacada frontal em relação a um quarto lateral ou interno vai de R$180-450 por noite na alta temporada por toda a costa de Santa Catarina, e de cerca de R$80-180 nos meses de meia estação — abril, maio, setembro e outubro. A diferença é maior em Balneário Camboriú, onde uma vista para o Atlântico do 20º andar pode dobrar a diária em relação ao mesmo quarto virado para a Rua 2001. E é menor em Bombinhas e Garopaba, onde os prédios são baixos e até os quartos dos fundos ouvem o mar.
Reserve a vista só quando a sacada tiver profundidade. Qualquer coisa abaixo de 1,2 metro de profundidade é uma varandinha para fumantes, não um lugar em que você vai sentar com um café. Pergunte a medida da sacada, se tem mesa e se o vidro é fixo ou de correr. Um guarda-corpo fechado de vidro laminado bate barras verticais em termos de vento no 15º andar para cima, o que importa mais do que os hóspedes esperam nos ventos sul de fim de tarde em Balneário Camboriú.
Balneário Camboriú: a parede vertical de sacadas
Em nenhum lugar do Brasil empilham-se quartos vista mar como no trecho da Barra Sul e do Centro pela Avenida Atlântica. As torres a partir do 15º andar olham direto Praia Central abaixo em direção ao Morro do Careca, e a luz do nascer do sol entre 05h40 e 06h30 em janeiro é o motivo para reservar. Espere R$650-1.400 por noite em janeiro com sacada frontal, R$380-700 em outubro. Qualquer coisa abaixo do 8º andar perde a vista para a linha das palmeiras, e o barulho de trânsito da avenida engole a sacada.
O senão: a Praia Central não é a praia pela qual você está se hospedando. É lotada, a faixa de areia fica estreita na maré alta e a água é calma, mas turva por causa dos rios. Use a sacada para a vista e o teleférico (Parque Unipraias, R$95) para chegar à Praia de Laranjeiras para nadar de verdade. Se quiser a sacada e uma praia limpa na mesma viagem, reserve na Barra Sul (mais tranquila, mais perto do teleférico) em vez das torres do Centro.
Jurerê Internacional: sacadas baixas, preços altos
Jurerê limita a altura dos prédios a quatro andares, então a sacada vista mar aqui é um terraço de primeiro andar sobre um jardim, uma piscina e depois a areia — não uma visão de pássaro. O que você paga R$900-2.200 por noite em janeiro é pela posição, pela cena de beach clubs no Parador e Café de la Musique e pela água tranquila da costa norte, que continua boa para banho tarde da tarde. As sacadas são largas, mobiliadas a sério com duas espreguiçadeiras e uma mesa, e viradas o suficiente para o oeste para pegar o sol do fim de tarde.
Pule Jurerê em junho, julho e agosto. Os beach clubs fecham ou funcionam em ritmo reduzido, o vento vira sul e você está pagando preço de resort por uma sacada sobre uma praia vazia. Se quiser a mesma sacada baixa vista mar sem o imposto da cena, atravesse para a Praia do Forte, na mesma baía — a vista é idêntica, a diária cai de 30 a 40% e você está a 12 minutos de carro de Jurerê se quiser jantar por lá.
Praia do Rosa: a sacada sobre a ponta
As pousadas do Rosa estão encravadas nos morros das pontas norte e sul da praia, e as melhores sacadas não olham direto para a água — olham no comprimento da meia-lua, a 40-80 metros de altura. A ponta da Encantada, no extremo norte, e o cordão do Vigia, ao sul, concentram as pousadas com as vistas mais abertas, e a diária corrente em janeiro é de R$700-1.600 com café da manhã por um quarto com varanda de verdade e rede. A temporada das baleias (de junho a novembro) transforma essas sacadas em decks de observação privativos; você vê baleias-francas saltando enquanto toma café.
Peça especificamente por vista para o mar aberto, não vista para a lagoa. Os quartos voltados para a lagoa em algumas pousadas do Rosa são charmosos, mas não é para isso que você veio. Confirme também a descida até a praia: algumas das pousadas com melhor vista têm uma descida de 15 minutos por uma trilha de areia, que é encantadora uma vez e cansativa no terceiro dia. Reserve um lugar com shuttle ou aceite a subida.
Bombinhas e Bombas: a opção mid-range honesta
A península entre Bombinhas e Bombas tem a água mais clara desse litoral — visibilidade de 8 a 15 metros em dias calmos na Praia de Quatro Ilhas e na Praia da Sepultura — e os prédios são quase todos de três ou quatro andares. As sacadas vista mar aqui vão de R$380-750 na alta e R$180-380 na meia estação, o que é aproximadamente metade do que você paga por uma vista equivalente em Balneário Camboriú. Quatro Ilhas tem a faixa de areia mais larga e o melhor surfe; Bombas é mais tranquila e familiar; o centro de Bombinhas dá acesso a pé aos restaurantes, mas a praia é menor.
A contrapartida é que a península fica engarrafada nos fins de semana de verão. Se você chegar de carro em uma sexta à tarde de janeiro, vai ficar 60-90 minutos na fila de acesso a Bombinhas. Reserve em um lugar com estacionamento incluído (muitos cobram R$40-60 a mais por dia) e não mexa no carro depois de chegar. Uma sacada em que você realmente fica bate um aluguel que você fica reposicionando o tempo todo.
Garopaba e Ferrugem: sacadas para surfistas e para quem tem sono leve
A praia do centro de Garopaba não é o motivo para vir, mas as pousadas ao longo da Praia da Ferrugem, da Praia do Silveira e da Praia da Barra, um pouco ao sul, têm sacadas baixas de madeira viradas para ondas que quebram alto o suficiente para se sobrepor à conversa. As diárias vão de R$450-900 em janeiro, caindo para R$220-450 em maio. As sacadas costumam ser profundas, muitas vezes teladas, cravadas em vegetação de restinga em vez de concreto. É onde os fotógrafos de surfe brasileiros ficam, o que já diz muito sobre a luz e o alinhamento das ondulações.
Dois senões honestos. Primeiro, o vento: a Ferrugem afunila um forte vento onshore de outubro a março, e qualquer sacada que não esteja protegida do vento vai ter seu livro no chão às 11h. Pergunte para qual direção a sacada aponta. Segundo, o barulho: as ondas a 15 metros são canção de ninar; as ondas a 40 metros somadas ao som de um bar de praia não são. Verifique se a pousada não fica ao lado de uma das barracas com música ao vivo até as 02h em janeiro.
Itapema e Meia Praia: o meio subestimado
Meia Praia, em Itapema, faz o que Balneário Camboriú faz — prédios altos, sacadas frontais em primeira linha, uma avenida pavimentada na orla — por 25 a 35% menos. Uma sacada frontal no 10º andar que custa R$900 em Camboriú custa R$580-680 aqui, e a areia é mais larga, mais limpa e menos cheia. O trecho de 5 quilômetros do extremo norte de Meia Praia até o centro de Itapema é a melhor pedida de custo-benefício de toda a costa para uma estadia simples com vista para o mar. Reserve nas torres entre o píer e a Igreja Matriz para o melhor ângulo de nascer do sol.
O que você perde é variedade gastronômica a pé. Meia Praia tem bons restaurantes, mas eles estão espalhados na avenida, então você vai de carro ou Uber para qualquer coisa além dos três quarteirões imediatos. O Centro de Balneário Camboriú, com todos os seus defeitos, coloca 200 restaurantes num raio de 15 minutos a pé. Se você quer que a sacada seja o ponto central e que a cidade seja uma base para dias de praia mais do que para vida noturna, Meia Praia é a reserva mais esperta.
As três áreas em que o sobrepreço da sacada não compensa
Canasvieiras, Ingleses e Campeche todas têm quartos vista mar, e nas três o sobrepreço entrega menos do que o folheto sugere. Canasvieiras e Ingleses são voltadas para o norte, então as sacadas pegam sol duro no meio do dia e nem nascer nem pôr do sol sobre a água. Campeche tem o nascer do sol, mas os prédios ficam atrás de uma linha de dunas, então a vista de qualquer coisa abaixo do quarto andar é duna e restinga, não mar aberto. Nas três, é melhor reservar um quarto com vista para o jardim ou para a piscina, economizar R$150-300 por noite e caminhar 90 segundos até a areia.
A exceção em Campeche é o extremo sul, perto do Morro das Pedras, onde a costa se eleva e algumas pousadas na encosta têm sacadas de fato abertas para o mar sobre a Armação. Diárias de R$500-850, vale a pena. Em Canasvieiras e Ingleses, use esse dinheiro em uma noite extra, ou em fazer upgrade para um apartamento de dois quartos em prédio de frente para o mar, em que a sacada da sala te dá a vista e os quartos ficam frescos e escuros para dormir.
Antes de reservar
As perguntas que as pessoas fazem sobre Balneário Camboriú, respondidas com os números deste mês.
Quase toda a costa continental de Santa Catarina é voltada para o leste, então o nascer do sol é o show — espere as primeiras luzes entre 05h15 em dezembro e 06h45 em junho. O pôr do sol acontece nas suas costas, sobre os morros. As exceções são Jurerê e Canasvieiras, na costa norte de Florianópolis, que apontam para o norte e oferecem um pôr do sol lateral sobre a água de novembro a fevereiro.
Em áreas de baixa altura (Jurerê, Bombinhas, Rosa, Garopaba), o primeiro ou segundo andar já basta, porque não há nada que bloqueie. Em áreas de prédios altos (Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí) mire o 10º andar para cima, para passar a linha das palmeiras e o barulho da avenida da orla. Acima do 20º andar o vento vira fator e vale insistir em guarda-corpo de vidro.
Mais barulhentas, quase sempre. Você troca barulho de trânsito por barulho de mar nas praias tranquilas e ganha os dois nas urbanas. A primeira fileira de Balneário Camboriú ouve o trânsito da Avenida Atlântica até 02h no verão, mais as ondas. Se você tem sono leve, reserve um andar alto (acima do 15º), onde o trânsito rareia, ou escolha uma área de prédios baixos onde o mar é o único som.