Feriado prolongado em Santa Catarina: um plano de sexta a segunda a partir de uma chegada na noite de sexta
Luz do fim da tarde sobre a Praia da Joaquina com um surfista caminhando pela areia
Três dias e meio montados em torno de um pouso às 21:00 na sexta, com 12 paradas fixas e nenhuma manhã desperdiçada.
A premissa: chegada na noite de sexta
A maioria dos conselhos sobre feriado prolongado em Santa Catarina supõe que você pouse sexta pela manhã e tenha três dias inteiros. A realidade para quem trabalha é um voo de sexta à noite que aterrissa às 20:30 ou 21:00, uma hora até o hotel, e uma partida na segunda que come a tarde inteira. O que você realmente tem é sábado, domingo e a manhã de segunda — 60 horas de chão, das quais talvez 40 aproveitáveis. Não é muito. O plano abaixo trata essas 40 horas como restrição em vez de fingir que não são, e se compromete com uma base que permita dormir às 23:30 sem tomar táxi.
A base é o centro de Florianópolis ou a Lagoa da Conceição, e não Jurerê ou as praias do norte, nem Rosa ou Bombinhas. A razão é o tempo até o aeroporto: Centro são 20 minutos, Lagoa 30, Jurerê 45, Bombinhas 90, Rosa 110. Um feriado prolongado não absorve um traslado de duas horas em cada ponta. A outra razão é a geografia do jantar — o Centro e a Lagoa têm concentração de restaurantes a pé, o que importa quando você chega cansado. Tudo abaixo pressupõe essa escolha. Se você quer um feriado focado em praia, hospede-se na Lagoa; se quer um feriado de cidade e cultura, hospede-se no Centro.
Sexta 21:30 às 23:30 — a chegada que não é desperdício
Pouse, táxi ao hotel (R$85 a R$110 conforme a base), check-in, largue a mala, e vá direto para um jantar tardio em vez de pedir room service. Ambas as bases têm restaurantes que servem até pelo menos as 23:30. No Centro, a orla da Beira-Mar Norte tem dezena de opções; o centro da Lagoa da Conceição tem densidade parecida. Peça uma moqueca ou um peixe grelhado por R$85 a R$130, uma caipirinha (R$28), e esteja na cama até 00:30. Isso te dá a primeira vitória psicológica da viagem — você chega e come comida boa em um lugar de verdade antes de dormir, em vez de chegar e apagar direto.
Não tente fazer mais nada na sexta. Nada de caminhada ao pôr do sol, nada de vista do rooftop do hotel, nada de primeira ida à praia. Você está cansado, está escuro e o objetivo desta hora é calibrar, não realizar. O viajante que tenta encaixar mais uma coisa na noite de chegada é o que acorda no sábado devagar e travado e perde a primeira hora do único dia cheio. Pousar, comer, dormir. A viagem começa às 08:00 no sábado.
Manhã de sábado: a única coisa ambiciosa de verdade
O sábado é o dia em que a viagem se paga. Faça uma coisa ambiciosa antes do almoço — a escolha depende da base e do gosto. A partir da Lagoa, a resposta é a caminhada até a Lagoinha do Leste: 6,5 quilômetros de ida e volta pelo costão até uma das praias mais dramáticas do estado, começando às 08:00 no acesso do Pântano do Sul (R$40 de táxi da Lagoa), voltando às 13:00 com tempo para banho de mar. A partir do Centro, a alternativa é uma boa manhã em Ribeirão da Ilha com ostras e a rua principal colonial, 25 minutos de carro ao sul, voltando ao Centro às 13:30.
As duas opções te comprometem cedo com uma experiência física ou geográfica real, antes do calor apertar e antes que você tome decisões menores que enchem a manhã. Escolha uma e reserve o transporte necessário na noite anterior. Não gaste a manhã de sábado passeando na praia da frente do hotel — esse é o erro que transforma um feriado prolongado em resort, e este roteiro tenta impedir isso. Guarde o banho de mar em frente ao hotel para depois, quando você tiver merecido.
Tarde e noite de sábado: recuperação e uma boa refeição
O almoço depois do esforço da manhã é um almoço demorado de verdade, R$150 a R$220 para duas pessoas com dois pratos e uma bebida, em um restaurante com vista. No Centro, um dos peixarias da Beira-Mar. Da Lagoa, um dos restaurantes de beira da lagoa com deck ao ar livre. Reserve duas horas. Peça sobremesa. Essa refeição ancora o dia e não deve ser apressada. Dali, a tarde é ou a praia em frente à sua base — Praia Mole se você estiver na Lagoa, ou a orla urbana da Praia da Saudade se estiver no Centro — ou uma boa soneca de pós-almoço, que não é fracasso, mas um uso legítimo de duas horas em um fim de semana cheio.
A noite de sábado é a única noite social do fim de semana. Cada base tem a sua versão. Na Lagoa, o trecho da Rua Rita Lourenço concentra bar-restaurantes que enchem a partir das 20:00 e ficam abertos até as 02:00 — reserve mesa em um dos lugares de faixa média (R$180 a R$280 por pessoa no jantar com bebidas) em vez de tentar entrar sem reserva às 21:30. No Centro, a área de Ponta do Coral tem um cluster semelhante de faixa média. Não tente ir aos beach clubs de Jurerê Internacional, a não ser que tenha vindo especificamente para essa cena; é um Uber de 45 minutos de volta às 03:00 e come a manhã de domingo.
Domingo: a segunda coisa, em ritmo mais lento
O domingo não deve repetir a ambição do sábado. Se sábado foi trilha, domingo é mercado. Se sábado foi Ribeirão da Ilha, domingo é Lagoa da Conceição. O princípio é que um feriado prolongado comporta exatamente um dia físico grande; um segundo corre o risco de te fazer chegar segunda esgotado em vez de restaurado. O formato do domingo é um café da manhã caprichado (no hotel ou em um dos cafés da Lagoa por R$45 por pessoa), uma visita cultural de meio da manhã (o Mercado Público no Centro ou o Museu do Homem do Sambaqui, no mosteiro da Lagoa), e um almoço em um lugar escolhido por prazer, não por eficiência.
A tarde é praia, de verdade. Da Lagoa, isso significa Praia Mole ou Praia da Joaquina — cinco minutos de Uber do centro, R$18 por sentido. Do Centro, significa Uber até a Praia da Daniela (R$55) ou, se você quiser ver uma das praias mais dramáticas, até a Praia dos Naufragados (45 minutos de caminhada a partir da estrada; R$85 de Uber até o acesso). Fique até o pôr do sol. O jantar de domingo é informal — ou de volta à sua base, ou uma pizzaria simples, R$120 para dois — porque a manhã de segunda importa e esta é a noite de não comer nem beber demais.
Segunda: o que fazer com meio dia
Um voo de segunda às 18:00 ou 20:00 te dá até mais ou menos 15:00 para fazer algo antes do trajeto ao aeroporto. Não tente encaixar um dia de praia; você gasta mais tempo no chuveiro e no táxi que na água. O formato certo é uma parada cultural de duas horas e um almoço longo. O Museu Histórico de Santa Catarina no centro (75 minutos, R$10) funciona a partir de qualquer base; o Instituto Ivo Silveira é uma alternativa menor. Ambos deixam você perto de restaurantes para um almoço às 12:30 que termina às 14:30.
O trajeto ao aeroporto é a janela mais apertada do fim de semana. Uber do Centro ao aeroporto são 25 minutos em trânsito normal e 45 no pico de segunda à tarde; da Lagoa são 35 a 55. Calcule pelo número pessimista e chegue com folga. O aeroporto é pequeno e sem grandes atrativos, mas o lado doméstico tem opções de comida razoáveis e o lado internacional tem um restaurante decente para um último café. Não passe os últimos 30 minutos do fim de semana ansioso com o trânsito — saia da base 30 minutos antes do que acha necessário e use a folga no aeroporto, e não no carro.
O que o fim de semana não dá para fazer
Uma viagem de sexta a segunda não dá para percorrer a ilha inteira, não inclui Rosa ou Bombinhas, e não abrange litoral e serra ao mesmo tempo. Tentar acrescentar qualquer uma dessas coisas produz o clássico fracasso do feriado prolongado: três dias de deslocamento e uma tarde de férias reais. Se você tem um dia extra num dos lados do fim de semana, use-o para agregar o Rosa (estenda domingo e segunda) ou a Serra (estenda sexta e sábado), e não para espremer os dois no formato existente. Melhor ver uma região direito que três regiões pela janela do carro.
A outra coisa que o fim de semana não dá é uma viagem de surf de verdade ou um mergulho cultural sério em Blumenau. Ambas exigem no mínimo três dias inteiros cada. O que o fim de semana consegue — e para o que este plano foi construído — é uma manhã física ambiciosa, uma manhã cultural boa, duas refeições sérias, uma tarde de praia e sono suficiente para chegar à tarde de segunda descansado, e não moído. Isso é um feriado prolongado de verdade, e é o formato que Santa Catarina de fato recompensa para quem trabalha. Hospede-se no Centro (R$380 a R$580 a diária) ou na Lagoa (R$340 a R$520), comprometa-se com o plano, e não tente fazer a viagem maior do que o tempo permite.
Antes de reservar
As perguntas que as pessoas fazem sobre Santa Catarina, respondidas com os números deste mês.
Sim, e um pouco melhor se você conseguir chegar na quinta à noite — você ganha quase toda a sexta, que passa a ser o dia de manhã ambiciosa, e o domingo vira o dia de partida com o mesmo formato de meio dia que a segunda aqui. O contraponto é que voos de quinta são mais caros; veja se os R$300 a R$500 extras de passagem compensam o meio dia a mais.
Só se você quiser especificamente a cultura de beach club e estiver disposto a perder 90 minutos por sentido de trânsito com o aeroporto. Para um fim de semana pensado em explorar a variedade da ilha, o Centro ou a Lagoa é sempre a melhor base. Guarde Jurerê para uma viagem mais longa em que o custo do deslocamento se dilua em mais dias.
Não mesmo. A Serra precisa de um dia inteiro em cada sentido só para o carro e no mínimo dois dias completos no chão para justificar a viagem. Uma tentativa de sexta a segunda te dá um dia e meio na altitude, o que não basta para conhecer a Serra do Rio do Rastro e Urubici direito. Faça a Serra como uma viagem de quatro ou cinco dias.
Para um viajante com hospedagem de faixa média, refeições em restaurantes, Ubers entre paradas e uma atividade paga: mais ou menos R$3.200 pelas três noites. Para duas pessoas dividindo o quarto: por volta de R$4.600. Passagem aérea entra por fora e varia bastante conforme a época — compre com dois meses de antecedência para as melhores tarifas domésticas.