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Santa Catarina com US$ 50 por dia

2026-03-155 min de leituraDestinoSC
Almoço simples em restaurante à beira-mar no sul de Santa Catarina. Almoço simples em restaurante à beira-mar no sul de Santa Catarina.

Pela cotação atual, US$ 50 equivalem a cerca de R$ 250 por dia — algo genuinamente viável em Santa Catarina se você fugir de Jurerê, da orla de Balneário Camboriú e de janeiro, escolhendo os cantos mais honestos do estado.

Onde R$ 250 por dia realmente funcionam

O estado se divide entre cantos baratos e caros de forma mais nítida do que a maioria dos destinos brasileiros. Barato: as cidades do interior (Blumenau, Joinville, Chapecó, Lages), as cidades da serra (Urubici, São Joaquim), as praias menores do sul (Farol de Santa Marta, Garopaba fora de temporada, Laguna) e as praias do norte da ilha fora de temporada (Canasvieiras e Ingleses entre abril-maio e setembro-novembro). Caro: Jurerê Internacional, Praia do Rosa na alta temporada, a orla de Balneário Camboriú, qualquer praia em janeiro e no Carnaval.

R$ 250 por dia cobrem uma cama de hostel ou um quarto de pousada bem simples (R$ 80-120), duas refeições em restaurantes de bairro (R$ 80-100), transporte de ônibus (R$ 20-40) e uma pequena atividade ou drinque (R$ 30). Não cobrem aluguel de carro, refeições mais caras nem hospedagem em praia na alta temporada. Se você conseguir viajar em baixa temporada e depender de transporte público, esse orçamento é realista. Em janeiro, dobre-o.

Hospedagem no orçamento apertado

Existem hostels em Florianópolis (Lagoa da Conceição, Centro, Barra da Lagoa), Bombinhas, Garopaba, Praia do Rosa e Blumenau. Camas em dormitório saem por R$ 60-100 na baixa temporada, R$ 120-180 na alta. Os bons (pesquise avaliações com atenção — a qualidade varia muito) incluem café da manhã e costumam ter cozinha. Quartos privativos nos mesmos hostels ficam entre R$ 180-280 na baixa, muitas vezes melhor custo-benefício que uma pousada barata.

Para pousadas nesse orçamento, procure pequenos endereços familiares uma ou duas ruas atrás da faixa turística principal em qualquer praia. Diárias a partir de R$ 150 na baixa temporada por um casal simples com café da manhã. Longe da costa — Urubici, Blumenau, Joinville — R$ 180-250 compram um quarto realmente decente. Reserve direto por telefone ou WhatsApp se você fala português; os anfitriões costumam cotar abaixo das plataformas para evitar as comissões.

Comer bem por R$ 40-60 a refeição

O self-service por quilo é o salva-vidas do viajante econômico no Brasil, e Santa Catarina tem ótimos. R$ 45-70 rendem um prato completo no almoço: arroz, feijão, saladas, carne ou peixe grelhado, legumes. Toda cidade de porte médio tem três ou quatro. Procure os cheios por volta das 12h30; os vazios estão vazios por algum motivo. Barraquinhas de rua vendem pastéis, coxinhas e espetinhos por R$ 8-15.

Nas praias, os quiosques na areia servem peixe grelhado fresco com arroz, feijão e salada por R$ 50-80 no almoço — uma refeição de verdade com vista para o mar pelo mesmo preço de um restaurante sem graça no interior. Nas cidades de colonização alemã (Blumenau, Pomerode, Treze Tílias), pague R$ 60-90 por almoços autênticos teuto-brasileiros em restaurantes de bairro. O jantar costuma sair mais caro que o almoço em todo o estado; faça do almoço a refeição principal.

Transporte sem alugar carro

Ônibus rodoviários conectam essencialmente tudo. Auto Viação Catarinense, Reunidas e Eucatur operam as principais rotas. Florianópolis-Blumenau R$ 60. Florianópolis-Balneário Camboriú R$ 35. Florianópolis-Praia do Rosa R$ 40. Florianópolis-Chapecó R$ 180 (ônibus noturno). Reserve na rodoviária com um dia de antecedência na alta temporada; no restante do ano, pode comprar na hora. A classe executiva custa R$ 10-20 a mais e vale a pena em trajetos acima de três horas.

Os ônibus urbanos em Florianópolis, Balneário Camboriú, Blumenau e Joinville custam R$ 5-6 por viagem. Em Florianópolis, o bilhete integrado permite transferência em até duas horas por uma tarifa. O Uber funciona bem nas cidades, mas de forma esparsa nas praias menores. Se você planeja um circuito pelo estado com várias paradas, calcule se um carro alugado compartilhado com outro viajante sai por menos que quatro passagens de ônibus — muitas vezes sai.

Bairros para se hospedar de forma barata

Em Florianópolis: a Lagoa da Conceição tem hostels, comida barata e vida noturna a pé. Barra da Lagoa é mais tranquila, mais barata e perto das praias. O Centro é o mais barato de todos e tem boa comida de mercado, mas você fica a um ônibus de distância de qualquer praia. Fuja de Jurerê e do centro de Balneário Camboriú com esse orçamento. Em Bombinhas, as ruas em torno da Praia de Bombas têm pousadas de R$ 150-250 o ano todo fora de janeiro.

No interior: o centro de Blumenau tem hotéis econômicos a partir de R$ 180. Urubici, na serra, tem pousadas em formato de chalé a partir de R$ 200. Chapecó e Joinville têm hotéis executivos econômicos entre R$ 180-220. Em Laguna, pousadas do centro histórico saem por R$ 150-250 e ficam a duas quadras das ruas de paralelepípedo e dos almoços de frutos do mar por R$ 50 — uma das melhores bases econômicas do estado.

Coisas gratuitas e baratas para fazer

Todas as praias são gratuitas. Vagar pelo Mercado Público, no centro de Florianópolis, não custa nada; comer lá, tudo (uma cerveja e um petisco no Box 32 saem por R$ 60). A Ponte Hercílio Luz pode ser cruzada a pé de graça ao pôr do sol. As dunas da Joaquina são gratuitas para subir; o sandboard aluga por R$ 30. Museus em Florianópolis (Museu Histórico) e Blumenau (Museu da Cerveja) custam R$ 10-25.

Trilhas: a subida do Morro do Careca em Balneário Camboriú é gratuita (pule o teleférico de R$ 80). A Cascata do Avencal, perto de Urubici, custa R$ 15 e é uma das melhores cachoeiras do estado. Observar baleias do alto do penhasco acima da Praia do Rosa é gratuito com um binóculo. A pesca dos golfinhos em Laguna pode ser vista de graça da praia. Há material suficiente para preencher duas semanas sem pagar ingressos.

Roteiro exemplo de sete dias por R$ 250 ao dia

Dias 1-2 em Florianópolis: hostel na Lagoa (R$ 100 a diária), refeições em restaurantes por quilo e quiosques da Barra da Lagoa (R$ 120 por dia), ônibus até a Praia Mole (R$ 10 ida e volta). Dias 3-4 em Bombinhas: ônibus a partir de Floripa (R$ 45), pousada simples (R$ 180 a diária), praia e almoço na areia. Dias 5-6 em Blumenau ou Urubici: ônibus (R$ 60), hotel na cidade ou chalé na serra (R$ 200), almoços alemães. Dia 7 de volta a Floripa. Total de cerca de R$ 1.750, ou R$ 250 por dia.

O ponto apertado desse orçamento é janeiro e Carnaval, quando os preços nas praias dobram. Mova o mesmo roteiro para abril, maio, setembro ou outubro e ele fica genuinamente confortável. Some R$ 50 por dia para uns jantares melhores e um passeio de barco para ver baleias ou um ingresso do Beto Carrero durante a viagem. R$ 300 por dia deixam tudo consideravelmente mais relaxado sem mudar o formato.

Reserve enquanto lê Diária medianaR$281 Região mais barataR$161 Hotéis5080 Encontrar um hotel

Antes de reservar

As perguntas que as pessoas fazem sobre Blumenau, respondidas com os números deste mês.

Dá para fazer Santa Catarina com esse orçamento em janeiro?

Só na justa, e apenas se você se comprometer com hostels, cozinhar quando possível e evitar completamente Jurerê e Balneário Camboriú. Um orçamento realista de janeiro com conforto fica entre R$ 400-500 por dia. Se você estiver preso a datas em janeiro, foque em Blumenau, Urubici e nas cidades do continente, onde os preços não sobem tão bruscamente.

Quanto custam as taxas de saque e cartão?

Saques em ATMs estrangeiros custam tipicamente R$ 25-35 por transação, mais o que seu banco cobrar. Saque valores maiores com menos frequência (até R$ 1.500 na maioria das máquinas). Cartões são aceitos em quase todo lugar, inclusive em pequenas pousadas; o PIX é universal, mas difícil de configurar sem conta bancária local. Leve algum dinheiro em espécie para quiosques e barracas.

Gorjeta é esperada?

Uma taxa de serviço de 10% é somada à maioria das contas de restaurante e é essencialmente esperada. Taxistas não recebem gorjeta — arredonde o valor. Carregadores de hotel, R$ 5-10 por mala. Camareiras, R$ 10-20 por noite ao final da estadia. Nada é obrigatório, mas os 10% em restaurantes são tratados como normais.

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