Onde ficar em Joinville
Ciclistas na Rua das Palmeiras, forrada de flores, em Joinville
A maior cidade de Santa Catarina ganha cinco zonas sensatas, com quartos de R$140 a R$450 e uma orientação honesta sobre se vale a pena dormir aqui.
Para quem Joinville serve — e quem deve pular
Joinville é a maior cidade do estado, com cerca de 600.000 habitantes, de caráter industrial, aproximadamente 90 minutos ao norte de Florianópolis por rodovia. É uma cidade de trabalho, não uma cidade turística, e ganha suas visitas por três coisas: o Festival de Dança todos os julhos (um dos maiores festivais de dança do mundo), a escola de balé (uma extensão do Bolshoi de Moscou) e a Rua das Palmeiras, forrada de flores. Fora isso, é destino de viagens de negócios. Os hotéis variam de R$160-340 na maior parte do ano, saltando para R$400-650 durante o festival de dança.
Durma em Joinville se está aqui por uma dessas coisas específicas, se está em uma viagem de estrada e precisa de uma boa parada para a noite, ou se está visitando família ou contatos profissionais. Não durma em Joinville se veio a Santa Catarina principalmente pelas praias, pelas montanhas ou pelos vilarejos cervejeiros — você está a 45 minutos de São Francisco do Sul, a uma hora de Blumenau e a duas da serra. Baseie-se onde estiver o que você veio buscar.
Centro: o núcleo caminhável
O centro de Joinville é compacto e agradável, disposto em torno da Rua das Palmeiras, da Rua do Príncipe e da catedral. É onde ficam a maioria dos hotéis de negócios de médio padrão, junto com o Museu Nacional de Imigração e Colonização, as principais ruas de pedestre, e a escola de balé. Os quartos aqui variam de R$180-320 na maior parte do ano, geralmente com estacionamento incluso. Tudo que um turista realmente visita na cidade é caminhável em vinte minutos. Os restaurantes são decentes, mas não excepcionais; a cena gastronômica aqui está mais próxima de Curitiba do que de Florianópolis.
A ressalva é que o centro de Joinville esvazia depois das 19h em dias de semana e fica silencioso o domingo inteiro. Se gosta de uma rua noturna animada, não é aqui. Reserve aqui se está visitando por um dia, se tem reuniões no centro ou se está aqui pelo festival de dança — o Teatro Juarez Machado é caminhável a partir da maioria dos hotéis do centro. Pule se quer especificamente restaurantes e bares abertos até tarde; há opções mais animadas na América e em Anita Garibaldi.
América e Anita Garibaldi: o lado do come-e-bebe
Logo ao sul do centro, América e Anita Garibaldi são bairros residenciais de classe média com a melhor cena de restaurantes da cidade e alguns hotéis pequenos e apart-hotéis dispersos. Os quartos ficam em R$160-280. É aqui que você vem para um jantar de verdade em Joinville — as pizzarias, as churrascarias, os dois ou três restaurantes de fine dining bem cotados, mais os bares de cerveja artesanal. Tudo está a um táxi curto do centro (R$15-25), mas caminhável dentro do próprio bairro.
Esta é a base certa se está ficando mais de duas noites, se comida e bebida importam para você, ou se quer uma sensação mais residencial e tranquila que a do centro. Não é certa se está aqui só pelo balé ou pelo festival de dança e quer caminhar até o hotel depois de um espetáculo tarde da noite; vai depender de táxi. Como na maior parte de Joinville, ter um carro abre muito o leque — as zonas industriais, os parques externos e a estrada para São Francisco do Sul ficam todos fáceis.
Zona Industrial e faixa da BR-101: só para trânsito de passagem
O cinturão industrial de Joinville se estende para o leste, e os hotéis ao longo da BR-101 no eixo norte-sul atendem motoristas de caminhão e viajantes de negócios com orçamento apertado. Os quartos ficam em R$140-240 com estacionamento, café da manhã, academia e, muitas vezes, uma piscina. Nada cênico, nada caminhável, e o barulho de caminhão do trânsito de carga é um fator na maioria deles. Reserve apenas se está passando a noite entre Florianópolis e Curitiba, ou se está visitando uma fábrica específica na zona.
Para uma visita de fato a Joinville, este cinturão é a escolha errada. Você fica a 20-30 minutos de carro do centro no trânsito da manhã e da noite, os restaurantes ao redor são limitados, e o bairro não oferece nada além do preço. A economia frente ao centro costuma ser de R$40-80 por noite, insuficiente para justificar o trajeto para uma estadia de duas noites. Viajantes a trabalho com quarto pago pela empresa e sem planos noturnos, tudo bem — viajantes a lazer, não.
Costa e Silva e a estrada da praia
A leste da cidade, ao longo da estrada rumo a São Francisco do Sul e à costa, Joinville se estende por Costa e Silva e outros bairros que misturam moradia e indústria leve. Algumas pousadas e pequenos hotéis ficam ao longo desta faixa, a R$150-260 por noite, atendendo principalmente aos que passam o fim de semana na praia. É uma base plausível se está combinando uma visita a Joinville com uma parada na praia e quer algo entre as duas, mas te compromete a dirigir todos os dias em ambas as direções.
Honestamente, é um meio-termo um pouco desconfortável. Dormir na costa significa que você visita Joinville em um dia e aproveita a praia no restante; dormir no centro de Joinville significa dirigir uma hora até a praia em um dos dias. Dormir no meio significa que os dois trajetos ficam meia-boca todos os dias. Escolha um dos extremos, a não ser que goste especificamente deste trecho e saiba por que está ali.
Quanto Joinville custa comparada ao resto do estado
Joinville é barata para os padrões catarinenses. Um hotel de negócios quatro estrelas com estacionamento, café da manhã, academia e piscina que custaria R$400-550 em Florianópolis ou R$350-500 em Balneário Camboriú sai por R$260-380 aqui. Os restaurantes são igualmente 20-30% mais baratos que na costa: um bom buffet de almoço custa R$45-70, um jantar apropriado com uma cerveja e sobremesa R$80-130. Se sua prioridade é conforto e orçamento em vez de paisagem, Joinville entrega os hotéis com melhor custo-benefício do estado no padrão quatro estrelas.
A exceção, de novo, é a época do festival. Durante o Festival de Dança, na segunda metade de julho, os quartos triplicam de preço e esgotam meses antes. Reserve até março ou abril se vai assistir. Fora do festival, os preços de baixa são consistentes o ano todo; Joinville não tem o pico de verão de cidade litorânea, porque não é uma cidade litorânea. Tarifas de dia de semana e de fim de semana quase não diferem, o que é raro na costa catarinense.
O que fica à distância de caminhada no centro
A partir de um hotel no centro, você caminha em cinco a dez minutos até a Rua das Palmeiras (a avenida das palmeiras imperiais, plantada em 1873), o Palácio dos Príncipes, o Museu Nacional de Imigração e Colonização e a catedral. Em vinte minutos a pé, chega ao Teatro Juarez Machado, à escola de balé Bolshoi, ao Mercado Público e às principais ruas de compras. Cafés e restaurantes casuais são densos ao longo da Rua do Príncipe e das quadras ao redor.
O que não é caminhável: o Zoobotânico (quinze minutos de carro), as trilhas do Parque Zoobotânico, as zonas industriais e os polos de restaurantes da América. O Uber é barato e rápido em Joinville — a maioria das corridas cruzando a cidade fica em R$12-25 —, e o trânsito é administrável fora dos horários de pico das 7h-9h e 17h-19h. Se está ficando três noites ou mais, alugar um carro faz sentido; para uma visita de uma ou duas noites, Uber e caminhada dão conta.
Antes de reservar
As perguntas que as pessoas fazem sobre Joinville, respondidas com os números deste mês.
Para uma visita de um dia a Joinville, durma em Joinville — o trajeto é de 90 minutos em cada sentido, muito para um bate-volta. Para o Festival de Dança, sem dúvida durma em Joinville e reserve cedo. Para todo o resto do estado, baseie-se em outro lugar e trate Joinville como uma parada, não como um polo.
Por um dia inteiro, sim — a avenida das flores, o museu da imigração, a escola de balé (com visitas públicas) e a boa comida formam uma visita sólida de um dia. Mais que um dia, só se você tem interesse específico em balé, dança ou história teuto-brasileira. Duas noites são suficientes para a maioria dos viajantes.
Mais fácil. Existe trânsito no horário de pico, mas a cidade é mais plana, mais planejada em grade e tem estacionamento melhor. A maioria dos hotéis inclui estacionamento, e os estacionamentos do centro cobram R$8-15 por algumas horas. Joinville foi projetada em torno do carro de um jeito que Florianópolis não foi, e isso aparece.