Onde ficar em Laguna
Fachadas coloniais em tons pastel na orla histórica do centro antigo de Laguna
Laguna tem 3 zonas de hospedagem que parecem cidades diferentes, e R$280 por noite ainda te dão vista para o mar se você escolher direito.
Para quem Laguna serve
Laguna é uma cidade portuária histórica 120 km ao sul de Florianópolis, com o centro colonial do século XVIII mais bem preservado do litoral catarinense e uma praia — a Praia do Mar Grosso — que se estende por 8 km sem um único prédio alto à vista. Serve a viajantes que se importam com arquitetura e história, motoristas em road trip quebrando o caminho para o Rio Grande do Sul, e quem já fez Florianópolis duas vezes e quer algo mais quieto e antigo. Os preços estão entre os mais baixos do litoral do estado: R$220-450 para quartos de faixa média em baixa temporada, R$400-800 em janeiro.
Não serve para quem procura vida noturna além de um punhado de bares, gastrônomos esperando cena de restaurantes no nível de Florianópolis, ou banhistas que queiram beach clubs e cadeiras organizadas. O Mar Grosso é uma praia atlântica larga e selvagem, com correntes fortes e quase nenhuma infraestrutura — você leva seu próprio guarda-sol ou senta na areia. Famílias com crianças pequenas deveriam olhar para o lado calmo da cidade, na Lagoa Santo Antônio, onde a água é plana e morna.
O centro histórico
O Centro Histórico é o cartão-postal, e se você veio a Laguna pelo que faz Laguna ser diferente, deve ficar nele. As ruas tombadas ao redor da Praça Vidal Ramos e do museu Anita Garibaldi são de paralelepípedos, em partes exclusivas para pedestres, e cercadas por casarões de dois andares e 250 anos pintados em pastéis suaves. Um punhado de pousadas ocupa prédios coloniais restaurados — diárias de R$300-550, café da manhã num pátio de paredes de pedra, paredes grossas que se mantêm frescas sem ar condicionado. Você fica a cinco minutos a pé de três bons restaurantes e da praça da igreja.
O detalhe é que o centro fica a 3 km da praia do Mar Grosso, então você dirige ou pega um táxi de R$18-25 para nadar. Existe um ônibus local, mas passa a cada 40 minutos e para às 20h. Se suas férias são 60 por cento praia e 40 por cento cidade, esse lado da equação pode te irritar no terceiro dia. Se for o inverso — pesado em história com uma tarde ou outra de praia — o centro é exatamente certo e a troca compensa.
Mar Grosso
O Mar Grosso é a faixa de praia de Laguna, uma linha reta de hotéis baixos, apartamentos de temporada e um calçadão ao longo da Avenida Beira Mar. É onde a maioria dos turistas brasileiros fica no verão, e o clima é familiar, conversador e completamente sem pretensão. As tarifas variam de R$250-500 por um quarto com vista parcial ou total para o mar, o que é a menor tarifa com vista para o mar em todo o litoral do estado. A alta temporada empurra isso para R$500-900, ainda mais barato do que quartos equivalentes em Bombinhas ou Balneário Camboriú por larga margem.
A distância a pé de um hotel no Mar Grosso cobre 20 restaurantes da escola do peixe frito com cerveja gelada, três farmácias, dois supermercados e 8 km de praia. Você não precisa de carro aqui. O que sacrifica é o charme — os prédios são blocos funcionais dos anos 1980 e 1990, não coloniais — e o silêncio, porque o calçadão fica movimentado até meia-noite em janeiro. Se isso soa como o ponto de umas férias de praia em vez de um problema, reserve aqui e guarde o dinheiro para os almoços.
O lado da Ponte Anita e a Lagoa Santo Antônio
Do outro lado da Ponte Anita Garibaldi, o lado oeste de Laguna é voltado para a Lagoa Santo Antônio, uma enorme lagoa salobra calma. As pousadas aqui são ainda mais baratas — R$180-350 — muitas com seu próprio píer, caiaques e barcos de aluguel. A lagoa é plana, morna e segura para crianças, e é onde os pescadores locais ainda trabalham com tarrafa junto de botos-nariz-de-garrafa numa pesca cooperativa genuinamente incomum, que você pode observar da margem perto da Praia da Tesoura.
A contrapartida é o isolamento: você fica a 4-6 km do centro histórico e a 6-8 km do Mar Grosso, com opções limitadas de caminhada por perto. Alguns restaurantes ficam pela estrada da lagoa, mas para variedade você dirige. Este lado funciona bem para uma família com dois adultos revezando o volante, ou para um casal que queira os quartos mais baratos beira-mar de Santa Catarina e não se importe em pegar carro para o jantar. Não funciona para viajantes solo sem carro.
Quanto uma noite custa de verdade
Laguna em baixa temporada (abril a novembro, excluindo julho) é uma das cidades litorâneas com melhor custo-benefício do estado. R$220-350 pega um casal limpo de faixa média com café da manhã no centro histórico ou no Mar Grosso; R$400-550 pega um quarto colonial restaurado genuinamente bom ou um apartamento com vista para o mar. A alta temporada, do final de dezembro a fevereiro e semana de Carnaval, praticamente dobra esses números, mas só no Mar Grosso — o centro histórico se mantém surpreendentemente moderado porque não é o que a maioria dos turistas brasileiros vem buscar.
Comparada a Florianópolis, Laguna é 40-50 por cento mais barata para qualidade equivalente. Comparada à Praia do Rosa, é um terço do preço e um tipo de férias completamente diferente. Comparada a Garopaba e Imbituba, é amplamente similar. A equação de valor é mais forte na média temporada — maio, junho, setembro, outubro — quando as tarifas do Mar Grosso caem para R$200-300, o clima costuma ser ameno e seco, e a cidade ainda tem restaurantes abertos e movimento suficiente para parecer viva.
O que está a pé
Do centro histórico, você caminha até o museu Casa de Anita Garibaldi, a igreja Santo Antônio dos Anjos (1696), três ou quatro pequenos restaurantes fazendo peixe e camarão como deve ser, alguns cafés, o cais da balsa para o lado oeste, e o porto de pesca onde os barcos chegam por volta das 16h na maioria das tardes. As distâncias são de 300-600 metros entre uma coisa e outra. É um centro histórico genuinamente caminhável, e um dos poucos no sul do Brasil que sobrevive praticamente intacto.
Do Mar Grosso, você caminha pelo calçadão, pela praia em si, e pela paralela Avenida Colombo de Machado Sales com seus restaurantes, sorveterias e lojas de moda praia. O trecho do mirante do Farol de Santa Marta até a ponta rochosa dos Molhes é de cerca de 2,5 km de ponta a ponta, todo plano, todo iluminado. Do lado da lagoa, você caminha até o próprio píer da sua pousada e pouca coisa além disso — este lado é para sair de carro e ver coisas, não para perambular.
Por quanto tempo ficar
Duas noites é o mínimo honesto: um dia para o centro histórico e o cais dos pescadores, um dia para o Mar Grosso e o Farol de Santa Marta, a 30 minutos de carro ao sul. Três noites permitem acrescentar o ponto da pesca com botos, um passeio de barco pela lagoa e uma tarde mais devagar num café colonial. Além de quatro noites, você começa a ficar sem coisas especificamente de Laguna para fazer, e a maioria das pessoas segue para a Rosa, Garopaba ou para o sul, entrando no Rio Grande do Sul.
Combine Laguna com a Praia do Rosa (45 minutos ao norte) para uma viagem de litoral que cobre os dois lugares mais distintos do litoral sul de Santa Catarina — um porto histórico em atividade e uma vila de surfe sem carros — sem muita direção. Pule Laguna inteira se sua prioridade for restaurantes contemporâneos, hotéis butique com piscina ou vida noturna ativa: ela não tem nada disso no volume que você quer, e fingir que tem vai estragar o que ela realmente oferece.
Antes de reservar
As perguntas que as pessoas fazem sobre Laguna, respondidas com os números deste mês.
Sim, por uma ou duas noites. O centro histórico é o quarteirão colonial mais bem preservado do litoral catarinense, o Farol de Santa Marta é um verdadeiro destaque a 30 minutos ao sul, e você pode ver a pesca cooperativa entre pescadores e botos na Praia da Tesoura. Três ou quatro noites, porém, e você vai ficar sem coisas especificamente de Laguna para fazer.
Se tem uma noite, centro histórico — o ponto de vir a Laguna é justamente aquele quarteirão. Se tem duas ou mais, divida ou fique no Mar Grosso e pegue um táxi para o centro por meio dia. O Mar Grosso é onde você de fato faz praia; o centro é onde você passa as noites.
Sim, se escolher o centro histórico ou o Mar Grosso e aceitar que ir entre eles custa R$18-25 de táxi. O lado da lagoa exige carro. Existem ônibus, mas passam com pouca frequência e param cedo, então planeje em torno deles em vez de contar com eles.