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Pratos típicos do Brasil em Santa Catarina

Dez pratos para comer antes de ir embora, das ostras gratinadas à sequência de camarão, com os lugares honestos para experimentar.

Guia
Gastronomia
Duração
6 min de leitura
Região
Santa Catarina
Travessa de sequência de camarão em um restaurante do Ribeirão da Ilha Travessa de sequência de camarão em um restaurante do Ribeirão da Ilha

Frutos do mar, do jeito local

Ostras: Santa Catarina produz 90 por cento das ostras do Brasil, a maioria de Ribeirão da Ilha. Peça gratinadas no Ostradamus (R$85 a dúzia) ou cruas em qualquer barraca de Ribeirão por R$40. Sequência de camarão: uma maratona de cinco preparos, à milanesa, ao alho, moqueca, na casca e arroz. R$95-R$130 por pessoa, melhor no Restaurante Rancho Açoriano ou no Recanto do Camarão. Peixe azul-marinho: ensopado de peixe com banana verde, herança portuguesa-açoriana, R$85 para dois no Bar do Arante.

As próprias fazendas de ostras valem uma olhada antes de você comer, já que a maioria dos restaurantes da Rua Baldicero Filomeno compra direto dos cultivos que se enxergam logo em frente. Ribeirão da Ilha fica a 40 minutos de carro do centro de Florianópolis, e a estrada acompanha a água quase todo o caminho, então programe a ida para o almoço em vez do jantar, para ver os barcos trabalhando. Reserve o Ostradamus um dia antes nos fins de semana, já que o salão tem menos de 60 lugares e recusa quem chega sem reserva a partir das 20h. Deixe de lado os vendedores que oferecem ostras em caixas térmicas na beira da estrada, fora de Ribeirão; não têm licença, e o guia abaixo explica por que isso importa.

Doce, denso e fora do comum

Cuca: um bolo germano-brasileiro com farofa doce, melhor nas padarias do Vale Europeu em Blumenau, R$8 a fatia. Pinhão: a semente da araucária, cozida e comida na casca na Serra Catarinense entre maio e agosto, R$15 o quilo nas feiras de Urubici. Café colonial: o banquete da tarde com 30 a 50 itens doces e salgados na Casa da Neusa, em Nova Trento, R$95 por pessoa, exige apetite de verdade.

A cuca tem dezenas de variantes locais, de banana e canela à mais rara versão com jabuticaba na época, e as melhores padarias de Blumenau vendem ainda quente a partir do meio da manhã em vez de pré-embalada. A safra de pinhão é curta e dependente do tempo, então, se você está atrás dele, aponte para junho ou julho em vez das pontas de maio ou agosto, quando a oferta é rala. O café colonial é uma refeição completa, não um lanche; chegue com fome, pule o almoço antes e espere que a mesa seja limpa e reposta em vez de servida em bufê. A versão de Nova Trento, ligada às famílias de colonos italianos da região, é a que vale procurar, mais que as mesas mais turísticas de Blumenau.

Clássicos do dia a dia

Feijoada nas quartas e sábados em qualquer restaurante tradicional, R$55 por pessoa à vontade. Pastel com cana em qualquer feira de rua — R$8 o pastel, R$5 o caldo de cana. Farofa de banana como acompanhamento de peixe grelhado. Chopp — a cerveja de barril fresca e não pasteurizada das cervejarias de Blumenau, R$9-R$12 pelos 300 ml. Comida simples e honesta, que reflete as camadas portuguesa-açoriana, alemã e italiana da região.

Vale organizar a feijoada em torno de um dia de feira, já que o serviço de quarta e de sábado normalmente coincide com a chegada das carnes mais frescas, e o rodízio de pratos faz dela a refeição de melhor custo-benefício desta lista com folga. As bancas de pastel são mais densas no Mercado Público de Florianópolis e nas feiras de fim de semana da Lagoa da Conceição, onde a cana é prensada na hora e não engarrafada. O chopp é melhor bebido gelado e rápido na fonte, em Blumenau, onde cervejarias como as da Rua XV de Novembro o servem mais fresco do que em qualquer lugar para onde ele viaje. Nenhum desses pratos precisa de reserva ou de uma viagem especial; são o que comer numa terça-feira comum, entre as refeições mais elaboradas.

Bebidas que acompanham a comida

Cachaça artesanal de pequenos alambiques em torno de Santo Amaro da Imperatriz e Angelina aparece na maioria dos menus de frutos do mar como digestivo, por R$12-R$18 a dose, e combina melhor com as moquecas mais gordurosas do que o vinho. O vinho de garrafão, vendido por famílias de origem italiana em torno de Nova Trento e Urussanga, é rústico mas honesto e custa mais perto de R$25 o litro que um preço de garrafa. O chopp, já citado acima, é o padrão tanto com pastel quanto com a sequência de camarão. Para algo sem álcool, o chimarrão, a cuia compartilhada com bomba, é mais um hábito do Rio Grande do Sul, mas é comum o bastante em cidades da Serra Catarinense como São Joaquim para valer experimentar com pinhão.

O conselho honesto de harmonização é combinar a bebida com o cenário, não com o prato: cachaça numa barraca de Ribeirão da Ilha, chopp em Blumenau, vinho de garrafão numa mesa de café colonial. Evite os pré-misturados de caipirinha em garrafa vendidos a turistas em Jurerê e Canasvieiras, que usam cachaça industrial e custam o triplo de um preparo caseiro feito no interior. Se quiser levar uma garrafa para casa, as lojas de cachaça artesanal em torno de Santo Amaro da Imperatriz vendem garrafas de 500ml a partir de R$35 e as embalam a vácuo para o voo.

Feiras e onde os locais realmente compram

O Mercado Público de Florianópolis, aberto de segunda a sábado pela manhã, é a âncora para quem quer ver os ingredientes crus antes de eles chegarem ao menu: bancas de ostra, peixe defumado e os balcões de pastel já citados ficam todos sob o mesmo teto. A feira da Lagoa da Conceição acontece nas quartas e é menor, mas melhor para hortifrúti e pinhão na época. Em Blumenau, o mercado municipal da Rua 15 de Novembro é a fonte confiável de cuca, embutidos e pães de estilo alemão, e é bem menos cenográfico que as lojas ao redor da Oktoberfest.

Nenhuma dessas feiras exige guia ou reserva; o truque é só o horário. Chegue ao Mercado Público antes das 10h para escapar dos grupos de turistas e do calor do meio-dia, e espere que as bancas comecem a fechar no começo da tarde. Os vendedores de pinhão de Urubici se instalam sazonalmente na pequena feira central da cidade em vez de num prédio próprio, então pergunte aos locais em vez de procurar um endereço fixo. Comprar direto nessas feiras, e não nas lojinhas de restaurante, é sempre 30 a 40 por cento mais barato para a mesma cuca, cachaça ou peixe seco.

Perguntas frequentes

O que as pessoas perguntam antes de encarar esta.

Qual o melhor restaurante de ostras?

Ostradamus, em Ribeirão da Ilha, pelo menu-degustação (R$220 por pessoa). Para o dia a dia, qualquer uma das barracas da Rua Baldicero Filomeno, R$40-R$60 a dúzia.

O que é exatamente a sequência de camarão?

Cinco a sete pratos de camarão servidos em sequência por um preço fixo. É feita para ser dividida e comida devagar, ao longo de 90 minutos.

Opções vegetarianas?

Comuns em Florianópolis e no Rosa, mais difíceis no interior. A Lagoa tem boa comida vegetariana no Mirante do Sabor e na Casa dos Grãos.

A água das ostras é segura?

Sim — a produção de ostras de Santa Catarina é muito regulada. Compre só de restaurantes licenciados, não de vendedores de beira de estrada.

Quando é a safra do pinhão, de verdade?

Entre maio e agosto, mas junho e julho são os meses confiáveis de oferta plena. No fim de agosto, as feiras de Urubici e São Joaquim costumam esgotar até o meio-dia.

O café colonial vale o preço?

A R$95 por pessoa é uma das paradas mais caras desta lista, mas substitui o almoço inteiro e inclui de 30 a 50 pratos. Vá com fome e prefira a Casa da Neusa, em Nova Trento, às versões mais turísticas de Blumenau.

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