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Santa Catarina em 3 dias com orçamento apertado

Três dias em Florianópolis e região por R$550 no total, dormindo em hostels e comendo onde os pescadores comem.

Guia
Roteiros
Duração
7 min de leitura
Região
Santa Catarina
Redes penduradas entre coqueiros num hostel da Barra da Lagoa Redes penduradas entre coqueiros num hostel da Barra da Lagoa

Durma com esperteza, durma barato

Barra da Lagoa e Campeche têm a cena de hostel mais honesta. O Tucano House, no Centro, cobra R$65 pela cama em dormitório; o Submarino Hostel, na Barra da Lagoa, R$70 com vista para o rio. Reserve direto pelo site ou WhatsApp deles — as plataformas de terceiros acrescentam de 15 a 18 por cento. Peça a tarifa semanal se sua estadia pegar de domingo a quinta; a maioria dá 10 por cento de desconto sem alarde.

Como segunda base, o Hostel Do Morro fica no morro acima da Barra da Lagoa, com camas de R$60 a R$75 conforme a temporada, e o H70 Hostel 70 Floripa, perto do Centro, tem preços parecidos e cozinha compartilhada, o que corta ainda mais o gasto com comida. Evite chegar no Réveillon (28 de dezembro a 2 de janeiro) ou na semana de Carnaval, em fevereiro, quando até dormitórios simples triplicam para R$150–R$200 a diária. Os meses de meia estação — maio, junho, setembro, outubro — mantêm as camas abaixo de R$70 e deixam a praia da Barra da Lagoa quase vazia ao amanhecer, que é a melhor hora para caminhar por ela de qualquer forma.

Coma onde os locais comem

O prato feito (PF) é seu melhor amigo: arroz, feijão, salada e proteína por R$22 a R$32. Experimente o Restaurante Box 32, no Mercado Público Municipal — PF de peixe grelhado por R$28, funcionando desde 1898. Pule a Beira-Mar Norte. No café da manhã, um pão na chapa com café sai por R$8 em qualquer padaria. Compre fruta no CEASA às segundas, onde o quilo da manga custa R$4, metade do preço do supermercado.

Pule as sequências de camarão empurradas para turistas nos restaurantes de frente para o mar da Barra da Lagoa — R$120 a R$180 por pessoa por seis etapas de camarão que você não vai terminar — e guarde essa refeição para uma única noite de luxo, não para três. Em vez disso, peça uma marmita em qualquer lanchonete perto do Terminal Rita Maria por R$18 a R$22, ou circule pelas bancas de peixe dentro do Mercado Público, onde uma tigela de caldo de peixe sai por R$15 a R$20 e a segunda porção de arroz muitas vezes vem de graça se você pedir. Nas manhãs de domingo, o mercado enche de moradores fazendo a feira da semana, não de turistas, o que já diz que os preços são honestos.

Dias de graça ou quase

Praia da Joaquina, Praia Mole e Lagoinha do Leste — a praia a que só se chega a pé, ao sul do Matadeiro — não custam nada. A passarela da Ponte Hercílio Luz reabriu em 2019 e é gratuita. O Forte de Santana, no lado continental, cobra R$10 e dá a melhor vista do skyline. Use os ônibus intermunicipais (R$5,90) para tudo; não existe passe de três dias, mas 12 viagens ainda somam menos de R$72.

O caminho à beira da Lagoa da Conceição é gratuito de ponta a ponta, cerca de 5km, com quiosques vendendo água de coco por R$6 e aluguel de stand-up paddle para quem tiver troco sobrando. Subir o Morro da Cruz não custa nada além de 20 minutos de ladeira desde o Centro e entrega a vista do skyline que a maioria dos cartões-postais usa. Guarde os passeios de catamarã até a Fortaleza de Santo Antônio de Anhatomirim (R$180 a R$220 ida e volta) para um dia de gastança — a mesma silhueta do forte aparece de graça da orla de Canasvieiras no pôr do sol, sem barco nenhum. Escolha um passeio pago para a viagem e faça valer; todo o resto aqui deve custar o preço da passagem de ônibus.

Circulando sem carro

Florianópolis funciona com os ônibus do Sistema Integrado a partir do Terminal Rita Maria (TICEN), no centro, com tarifa única de R$5,90 cobrindo a maior parte das linhas municipais, não importa a distância. Compre o Cartão Bilhete Único em qualquer banca perto do terminal por R$5 e recarregue — o pagamento em dinheiro a bordo é aceito, mas é mais lento e os motoristas raramente têm troco para notas altas. Do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, o ônibus 183 do Corredor Sudoeste sai a cada 30 minutos entre 5:30 e 23:30 direto para o TICEN por R$5,90, contra R$45 a R$60 de táxi para os mesmos 12km. Doze viagens em três dias — duas por dia mais algumas conexões — ficam abaixo de R$72, mais barato que um único dia de aluguel de scooter.

Um passeio quase gratuito: Lagoinha do Leste

A Lagoinha do Leste não tem acesso por estrada, nem bar de praia, nem taxa de entrada — que é exatamente por isso que continua limpa. Comece a trilha pelo Matadeiro ou pelo Pântano do Sul, ambos a cerca de uma hora de ônibus mais conexão a partir do TICEN; a caminhada em si leva de 50 minutos a 1,5 hora, dependendo do ponto de partida e de quantas paradas você fizer nos mirantes. Leve sua própria água e comida, já que não há nada para comprar depois do último quiosque do Pântano do Sul. Não há iluminação na trilha, então comece a volta até as 16h no inverno ou 17h30 no verão para não terminar no escuro.

Escolha bem a data: os meses mais baratos

Abril a junho e setembro a novembro são as meias estações de Florianópolis — a água ainda dá para nadar, as camas de hostel ficam nos preços mais baixos do ano, e Praia Mole e Joaquina perdem a turma dos surf camps que puxa os preços para cima em janeiro. Julho traz uma alta menor por causa das férias escolares brasileiras, sentida mais nas pousadas familiares do que nos dormitórios, então quase não afeta um orçamento de hostel. De dezembro a fevereiro é o único período a evitar ativamente neste roteiro: os quartos na Barra da Lagoa e no Campeche esgotam semanas antes e os dormitórios passam de R$150. Se suas datas forem minimamente flexíveis, jogue para maio ou outubro e os mesmos três dias custam sensivelmente menos.

Armadilhas de orçamento para evitar

Água mineral nos quiosques custa R$5 a R$7 os 500ml; compre um garrafão de 5L por R$8 em qualquer mercado no primeiro dia e reabasteça uma garrafa reutilizável — se paga já no segundo dia. Os vendedores que alugam cadeiras e guarda-sóis na Joaquina e na Mole cobram R$20 a R$40 pelo conjunto; leve uma canga do mercado por R$15 e sente na areia de graça, como faz a maioria dos locais. Os passeios de um dia vendidos por agências, juntando praia, cachoeira e parada para almoço, custam em geral R$150 a R$250 e cobrem terreno que o ônibus municipal de R$5,90 alcança sozinho, só que mais devagar. O único extra pago que vale a pena num orçamento apertado é a entrada do Forte de Santana, a R$10 — todo o resto vendido como passeio imperdível tem um equivalente gratuito ou quase em algum lugar desta lista.

Perguntas frequentes

O que as pessoas perguntam antes de encarar esta.

Dá mesmo para fazer Florianópolis por menos de R$200 por dia?

Dá — R$70 de dormitório, R$60 de comida, R$20 de transporte e R$40 de folga deixam você em R$190. Bebida alcoólica e passeios de barco furam isso rapidinho.

Os hostels de Florianópolis são seguros?

São, especialmente na Lagoa, na Barra da Lagoa e no Campeche. Use os armários e não deixe o celular na Praia Mole enquanto nada — esse é o erro clássico.

Qual o jeito mais barato de sair do aeroporto?

Ônibus 183 do Corredor Sudoeste até o TICEN, por R$5,90. Sai a cada 30 minutos, das 5:30 às 23:30.

Pode beber água da torneira?

É tratada legalmente, mas os moradores costumam beber filtrada. Compre um garrafão de 5L por R$8 em qualquer mercado e reabasteça sua garrafa.

Preciso dar gorjeta em restaurantes?

Uma taxa de serviço de 10 por cento costuma já vir somada à conta como taxa de serviço — confira antes de acrescentar mais. Não é obrigatória e você pode pedir para retirar se o atendimento foi ruim. Arredondar contas pequenas em padarias e casas de suco é bem-vindo, mas não esperado.

Três dias bastam para ver Florianópolis e o lado continental?

Três dias cobrem confortavelmente as praias do leste da ilha, o Centro e um passeio como a Lagoinha do Leste ou o mirante de Anhatomirim. Não bastam para Balneário Camboriú ou Bombinhas, mais ao norte, que pedem uma viagem à parte e um orçamento de transporte maior. Encare este roteiro como a versão só da ilha e acrescente dias se o litoral norte estiver na sua lista.

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