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Treze Tílias

Um pedaço do Tirol no Brasil — fundadores austríacos em 1933, arquitetura alpina, tradição da talha em madeira e Tirolerfest em outubro.

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Casas de madeira em estilo alpino com jardineiras de flores em Treze Tílias Casas de madeira em estilo alpino com jardineiras de flores em Treze Tílias

Por que as pessoas ficam em Treze Tílias

Treze Tílias foi fundada em 1933 pelo ministro austríaco Andreas Thaler como uma colônia tirolesa no planalto catarinense, e o vilarejo manteve a identidade — a arquitetura é alpina de verdade (floreiras, sacadas de madeira entalhada, fachadas pintadas), a escola de entalhe (Escola de Talha) segue trabalhando na tradição, e a Tirolerfest anual, em outubro, é uma das festas folclóricas mais comprometidas culturalmente do Brasil. É minúscula — menos de 8 mil habitantes — a 800 metros de altitude no meio-oeste catarinense, 4 horas a oeste de Florianópolis.

Vá por 24 horas se estiver cruzando o estado a caminho de Iguaçu ou da região serrana. Vá por um fim de semana se quiser a curiosidade dos Alpes no Brasil e uma boa refeição — os restaurantes levam a comida austríaca a sério (sauerbraten, spaetzle, strudel de maçã que passaria em Innsbruck). Não vá esperando um destino movimentado — o vilarejo inteiro cabe num circuito a pé de 2 km e, fora de temporada, há talvez quatro restaurantes abertos. Combine com Piratuba (águas termais, 30 minutos) ou use como parada entre o litoral e a serra.

Às 21h o vilarejo está essencialmente fechado — as pousadas acendem a luz da varanda, um ou dois restaurantes na Rua Barão de Capanema servem até as 22h no máximo, e o resto de Treze Tílias silencia sob os morros. Serve a casais, famílias com crianças pequenas e a quem faz um circuito lento pelo interior de Santa Catarina, não a quem procura bares ou jantares tardios. Se você quer vida noturna, fique em Videira ou siga para Blumenau, ambas a menos de duas horas; Treze Tílias troca barulho por calma e por um céu estrelado que o litoral raramente oferece.

O município fora do centro é terra de leite e fumo, pequenas propriedades familiares em morros íngremes, com algumas pousadas rurais que apostam no tema alpino mais pesado do que qualquer coisa na cidade — chocalhos, sacadas de madeira, café da manhã com pão e geleia caseiros. Alugar um carro por um dia e rodar pelas estradas vicinais em volta do vilarejo mostra mais do padrão de ocupação do que só o centro. Não é cenário dramático — colinas onduladas, não a serra propriamente dita — mas explica por que colonos austríacos escolheram justo este canto do meio-oeste em 1933.

O centrinho ao redor da Praça Ministro Andreas Thaler tem de 6 a 8 pousadas em estilo de chalé alpino, R$220 a R$400 o ano todo, R$450 a R$700 durante a Tirolerfest. Todas a 5 minutos de qualquer coisa que valha a pena. Pousadas rurais nos morros ao redor, de R$280 a R$450, oferecem mais privacidade e frequentemente incluem café da manhã e jantar. Reserve até agosto para a Tirolerfest de outubro — a vila esgota inteira, com transbordamento indo para Videira e Piratuba.

Em resumo Quarto mais baratoR$250 Hotéis com preços em tempo real0 Guias3 Cancelamento gratuitoA maioria dos quartos tem cancelamento gratuito Hotéis perto de Treze Tílias

O que fazer em Treze Tílias

01 Caminhar pelo centro do vilarejo
Caminhar pelo centro do vilarejo

O circuito a pé de 1 km em volta da Praça Ministro Andreas Thaler cobre praticamente toda a arquitetura de Treze Tílias — a Igreja Matriz São José, a Prefeitura em estilo alpino, a escola de entalhe e a Rua Barão de Capanema com suas fachadas alpinas concentradas. Melhor num sábado de manhã, quando as lojas de artesanato estão abertas.

02 Demonstração de entalhe na Escola de Talha
Demonstração de entalhe na Escola de Talha

A escola de entalhe na Rua Ministro Andreas Thaler segue trabalhando na tradição tirolesa. Visite de terça a sexta, das 8h às 17h, para ver os alunos trabalhando e comprar direto na loja (crucifixos, santos, peças decorativas de R$120 a R$800). Entrada gratuita; as compras sustentam a escola.

03 Tirolerfest em outubro
Tirolerfest em outubro

A festa tirolesa de 10 dias, normalmente nas duas primeiras semanas de outubro, na Praça Ministro Andreas Thaler e no Parque Tirolês. Dança folclórica alpina de verdade, bandas de sopro austríacas (algumas vindas de Innsbruck), entrada R$25, R$18 o caneco. Reserve hospedagem até agosto ou durma a 30 km, em Videira.

04 Jantar austríaco no restaurante Kranzler
Jantar austríaco no restaurante Kranzler

Rua Barão de Capanema, no centro. Comida austríaca de verdade — schweinsbraten com knödel a R$85, apfelstrudel a R$32. Família no comando há três gerações; reserve nos fins de semana. O melhor restaurante da região serrana se você quer o tema alpino bem feito.

05 Interior da Igreja Matriz São José
Interior da Igreja Matriz São José

A igreja paroquial ancora a Praça Ministro Andreas Thaler, com sua torre em estilo alpino visível de quase todo o vilarejo. Aberta diariamente das 7h às 19h fora dos horários de missa, entrada gratuita. O interior de madeira e as peças entalhadas do altar vêm da mesma tradição da Escola de Talha — cinco minutos bem gastos antes ou depois da praça.

06 Parque Tirolês fora da temporada de festa
Parque Tirolês fora da temporada de festa

O mesmo terreno da festa de outubro, na borda do vilarejo, é um parque público o ano todo, com um laguinho, mesas de piquenique e trilhas curtas por mata de pinheiros. Entrada gratuita, aberto durante o dia, todos os dias. Tranquilo o bastante para os moradores usarem nas caminhadas de fim de semana; pule se estiver na cidade por só algumas horas.

O que ver

Para visitar Caminhar pelo centro do vilarejo
Para visitar Demonstração de entalhe na Escola de Talha
Para visitar Tirolerfest em outubro
Para visitar Jantar austríaco no restaurante Kranzler
Para visitar Interior da Igreja Matriz São José
Para visitar Parque Tirolês fora da temporada de festa
Caminhada Circuito pela arquitetura da vila de Treze Tílias (2 km)
Comer e beber Caminhar pelo centro do vilarejo
Onde ficar

Hotéis perto de Treze Tílias

Preços em tempo real · cancelamento gratuito

Ainda não há hotéis listados em Treze Tílias. Os mais próximos estão na página da região.

Como se locomover em Treze Tílias

Faz parte de

De Florianópolis são 4 horas de carro para oeste pela BR-282 via Lages e Videira, sem ônibus intermunicipal direto (a rota exige troca em Videira). Carro alugado é essencial. De Videira, 30 minutos a leste pela SC-355. De São Joaquim, 3 horas a oeste via BR-282 e BR-470. Dentro da vila, andar a pé resolve tudo; carro é útil para pousadas rurais e para a ida às termas de Piratuba.

Perguntas sobre Treze Tílias

Treze Tílias compensa a viagem?

Por 24 a 36 horas, sim, como parte de um circuito maior pela serra — combine com Videira (30 minutos) e as termas de Piratuba (30 minutos), ou use como pausa entre o litoral e a região serrana. Não como destino único saindo de Florianópolis — são 4 horas de estrada em cada sentido. Se estiver a caminho de Foz do Iguaçu ou do oeste catarinense, é o pernoite perfeito.

Quando é a Tirolerfest?

Geralmente nas duas primeiras semanas de outubro, embora as datas mudem um pouco de ano para ano — confirme com o posto de informações turísticas de Treze Tílias. É o maior evento do calendário do vilarejo e a cidade inteira esgota. Reserve hospedagem até agosto; espere preços de 40% a 60% acima do normal. A hospedagem extra fica em Videira (25 minutos) e Piratuba (30 minutos).

Por qual comida Treze Tílias é conhecida?

Pratos austríacos adaptados com ingredientes brasileiros — sauerbraten, spätzle, lombo defumado, strudel de maçã e pães de centeio densos aparecem nos cardápios em volta da Praça Ministro Andreas Thaler, com o Kranzler, na Rua Barão de Capanema, sendo a cozinha mais constante do vilarejo. Conte pagar de R$60 a R$90 num prato principal e de R$25 a R$35 no strudel. Fora dos dois ou três restaurantes de mesa posta, as opções rareiam rápido, então reserve nos fins de semana em vez de supor que haverá mesa.

Vale visitar Treze Tílias fora da Tirolerfest?

Vale, se você tratar como parada de meio dia e não como destino de festival — a arquitetura, a escola de entalhe e a Igreja Matriz São José estão lá o ano todo, e o vilarejo fica bem mais tranquilo e barato (R$220 a R$400 a diária em vez de R$450 a R$700). O que some fora de outubro é a dança folclórica, as bandas de sopro e a multidão; o que fica é a paisagem urbana alpina, que é honestamente o principal motivo para ir.