7 melhores bate-voltas de Blumenau (tempos e custos)
Fachadas enxaimel e ruas de paralelepípedo em Pomerode, cidade de herança alemã perto de Blumenau
Compare sete bate-voltas de Blumenau com tempos, distâncias e custos reais, incluindo Pomerode, Corupá e os passeios que não valem a viagem.
1. Pomerode — 35 km, 40 minutos ao norte
Pomerode é o bate-volta imperdível. Ela se vende como a cidade mais alemã do Brasil e cumpre em grande parte: 90% dos moradores ainda falam pomerano em casa, as casas enxaimel da Rua XV de Novembro são de verdade e não reconstruções, e o Museu Pomerano cobra R$12 por uma exposição genuinamente completa sobre a história da imigração. Almoce no Restaurante Wunderwald — o kassler com repolho roxo sai a R$68 e o marreco recheado a R$92 é a referência local. Duas pessoas comem bem por R$220 sem álcool.
Vá numa quarta ou quinta. Fins de semana enchem de turistas de Balneário Camboriú e o estacionamento na rua principal fica feio. O zoológico — Zoo Pomerode — é o segundo maior do Brasil e vale 90 minutos se você tiver crianças, R$45 a entrada adulta. Pule a atração de miniaturas da família Wolff a menos que esteja chovendo; é uma maquete de prédios de Pomerode que se lê como uma loja de souvenirs com taxa de entrada. Volte pela SC-418 em vez da BR-470 para pegar a ponte coberta de madeira em Testo Alto, que é uma foto que você realmente vai guardar.
2. Praia de Bombas e Bombinhas — 105 km, 1h40 a leste
Quando o calor de verão de Blumenau bate os 38°C em janeiro e o Rio Itajaí-Açu cheira às coisas erradas, você vai para a praia. Bombas e Bombinhas dividem a península que é o litoral genuinamente bonito mais próximo de Blumenau — água mais limpa que Balneário Camboriú, multidões menores que Florianópolis e 39 praias nomeadas num raio de 15 km. Praia de Quatro Ilhas é a escolha para um dia de banho; Praia da Sepultura para snorkel se o vento estiver de nordeste. Estacionamento na península em janeiro sai a R$40 por dia e você deve chegar antes das 9h para encontrar.
O detalhe é a volta num domingo à noite: a BR-101 entre Itapema e Blumenau trava entre 17h e 20h e um 1h40 de ida vira três horas de volta. Saia da praia até 15h30 ou fique para jantar e volte às 21h. Almoço no Ostradamus em Ribeirão da Ilha é longe demais para partir de Blumenau, mas o Rancho do Anselmo em Bombinhas serve peixe grelhado para dois por R$180 e fica a 10 minutos da areia.
3. Rota de ciclismo do Vale Europeu até Timbó e Rio dos Cedros — laço de 45-90 km
O Circuito Vale Europeu é uma rota cicloviária sinalizada de 280 km atravessando sete cidades de herança alemã, e a parte bonita é o laço Blumenau-Timbó-Rio dos Cedros, que dá para fazer como bate-volta. Alugue uma bicicleta em Blumenau por R$80 o dia, dirija 20 km até Timbó e pedale um circuito de 45 km por Rio dos Cedros — uma cidade de 11 mil habitantes com uma igreja de estilo bávaro e uma padaria genuinamente boa (Padaria Riedi, R$8 pela Bienenstich). O trajeto é plano pelos padrões de Santa Catarina e acompanha o vale do Rio dos Cedros quase o tempo todo.
Para ciclistas menos condicionados, dirija direto até Rio dos Cedros (55 km de Blumenau, 55 minutos) e faça apenas a cidade: o pequeno museu local na antiga prefeitura, uma subida até a barragem para ver a vista, almoço num restaurante de pousada com truta dos riachos do vale. É a viagem para um dia quente em que o litoral está longe demais. Pule no inverno — o vale segura neblina até as 11h e a temperatura fica abaixo de 15°C.
4. Cervejarias artesanais do Vale do Itajaí — circuito Indaial, Timbó e Pomerode
A fama de Blumenau na Oktoberfest se apoia na Eisenbahn, mas o vale tem 30 e tantas cervejarias artesanais e o tour honesto passa por três ou quatro delas de carro (com um motorista da rodada) em uma tarde. Comece pela Bierland, na zona industrial leste de Blumenau — R$45 por uma degustação de seis — depois dirija 25 km até a Cervejaria Zehn Bier em Brusque, e faça a volta pela Cervejaria Das Bier em Gaspar. Cada uma faz tour de 90 minutos com agendamento; reserve dois dias antes por DM no Instagram, que é genuinamente como esses lugares aceitam reserva.
A própria Eisenbahn é a subsidiária da Anheuser-Busch e não passa mais uma experiência artesanal — pule em favor das casas menores, que é onde a história cervejeira de Blumenau efetivamente vive hoje. Duas pessoas gastam R$280 em degustações e almoço entre três paradas. Não é uma viagem de família; volte de Uber para Blumenau (R$90 desde Gaspar) em vez de dirigir, porque a última degustação não é uma dose pequena.
5. Parque Nacional da Serra do Itajaí — 25 km, 40 minutos
O Parque Nacional da Serra do Itajaí cobre 570 quilômetros quadrados de Mata Atlântica na porta de Blumenau, e é o bate-volta que os locais fazem em vez do que os turistas encontram. O acesso é pela entrada de Faxinal do Bepe, 25 km a sudoeste da cidade em estradas de cascalho. A Trilha da Cachoeira do Sagrado é uma volta de 6 km até uma cachoeira de 40 metros em mata densa — cobras, saíras, bugios audíveis do caminho. A entrada custa R$18, só nos fins de semana, e você se inscreve no posto onde um guarda te dá um mapa desenhado à mão.
Vá em dia seco; a trilha vira lama depois da chuva e continua assim por dois dias. Leve botas de verdade, água, e não tente de chinelo por mais que a praia tenha chamado. Não há restaurante, nem loja, nem sinal de celular, e o último quilômetro de estrada exige um carro com boa altura do solo. É o melhor bate-volta no interior a partir de Blumenau em um dia claro de outono e para pular em janeiro, quando a umidade na mata é genuinamente opressiva.
6. Joinville — 90 km, 1h20 ao norte
Joinville é a maior cidade de Santa Catarina e a rival de Blumenau na disputa pelo trono da herança alemã, e um bate-volta até lá te dá duas coisas que Blumenau não tem: a Escola do Teatro Bolshoi (a única filial fora de Moscou, com visitas às terças e quintas, R$25) e o Museu Nacional de Imigração e Colonização, que é uma instituição mais séria do que qualquer coisa em Blumenau sobre o mesmo tema. A Rua das Palmeiras é genuinamente impressionante e o Mercado Público faz o melhor pastel de bacalhau do estado a R$14 a unidade.
O detalhe honesto é que Joinville é uma cidade industrial de 600 mil pessoas e não parece um destino de bate-volta como Pomerode parece. Você vai pelas duas atrações específicas e pelo mercado, e volta pela BR-101 sentido sul até as 16h. Não vá numa segunda-feira, quando tanto o Bolshoi quanto o Museu de Imigração fecham. Combine com uma parada na Estrada Bonita na volta — uma estrada rural de 15 km atravessando fazendas de flores e casas de madeira da época colonial que compensa o desvio de 40 minutos.
7. Rafting no Rio Itajaí-Açu a partir de Apiúna — 30 km, 35 minutos
O Rio Itajaí-Açu, a montante de Blumenau, tem corredeiras de classe III e IV entre Apiúna e Ibirama, e três operadoras rodam meias-jornadas de rafting a R$180 por pessoa incluindo transporte, roupa de neoprene e almoço. É a corredeira mais próxima de qualquer cidade grande de Santa Catarina, e as operadoras (Apuama, Nivea Turismo e uma sazonal) fazem descidas de outubro a abril com duas saídas por dia, 9h e 13h30. O nível de água é melhor de novembro a fevereiro; até março a vazão cai e as corredeiras ficam magras.
Fica em sétimo porque é uma viagem de atividade única em vez de um lugar para passear, e a distância é curta o bastante para parecer mais uma tarde fora do que um bate-volta. Pule se não nada com confiança, se tem menos de 12 anos, ou se o operador avisar de nível alto — eles cancelam e devolvem em dias genuinamente perigosos, o que é um bom sinal. Combine com um almoço numa churrascaria na volta em Indaial; o buffet de R$85 na Churrascaria Boi na Brasa tem custo justo e a volta a Blumenau leva 25 minutos.
Antes de reservar
As perguntas que as pessoas fazem sobre Blumenau, respondidas com os números deste mês.
Pomerode, disparado — a estética enxaimel alemã funciona melhor no tempo fresco e cinza do que no verão, e os restaurantes de kassler e marreco recheado são comida de inverno. O trajeto de ciclismo do Vale Europeu também é melhor em junho do que em janeiro porque você não está assando no asfalto. Pule a praia e a trilha da cachoeira de maio a agosto.
Tecnicamente sim — ficam a 65 km uma da outra e ambas a menos de 90 minutos de Blumenau — mas você estraga as duas na correria. Pomerode sozinha é uma viagem de cinco horas se você almoça lá, e Joinville precisa de três horas no mínimo para o tour do Bolshoi e o Museu de Imigração. Faça como duas viagens separadas ou passe uma noite em Joinville.
Para tudo desta lista, sim. Há ônibus intermunicipais para Pomerode, Timbó e Joinville, mas rodam em horários que transformam um bate-volta de cinco horas numa maratona de nove horas e não chegam às cidades de praia nem ao parque nacional. Alugue na Localiza ou Movida no aeroporto de Navegantes por R$140 o dia e dirija você mesmo.
Balneário Camboriú, que fica a 70 km a leste e vive sendo empurrada como o bate-volta óbvio de praia a partir de Blumenau. O trânsito na entrada é castigador, estacionar a uma distância caminhável da praia custa R$50, a areia lota, e a qualidade da água depois de tempestades de verão não é o que você quer. Dirija os 35 km extras até Bombas e Bombinhas.