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O que fazer de graça em Santa Catarina

Quinze experiências gratuitas de verdade, de caminhadas na praia a mirantes, sem taxa e sem pegadinha.

Guia
Experiências
Duração
6 min de leitura
Região
Santa Catarina
Trilha em meio à Mata Atlântica no caminho para a Lagoinha do Leste Trilha em meio à Mata Atlântica no caminho para a Lagoinha do Leste

Caminhadas na praia e mirantes

Trilha da Lagoinha do Leste: 3 horas de ida e volta saindo do Matadeiro até uma das praias mais selvagens da ilha, só acessível a pé, de graça. Trilha da Barra da Lagoa até a Praia da Galheta: 45 minutos, gratuita, termina numa praia onde o naturismo é opcional. Mirante do Morro da Cruz, acima do Centro, mirante gratuito, melhor no pôr do sol. Passarela da Ponte Hercílio Luz, reaberta em 2019, travessia gratuita com vista panorâmica da cidade e da baía. A Trilha do Costão do Santinho, um caminho curto de 30 minutos pela mata ligando a Praia dos Ingleses à praia do resort, também é gratuita e raramente cheia antes das 10h.

Para um dia mais longo, a Trilha do Farol de Naufragados tem cerca de 12 km de ida e volta a partir da Caieira da Barra do Sul até o farol no extremo sul da ilha — gratuita, mas reserve cinco horas e calce um sapato firme, porque o último trecho é de pedra. A trilha da Costa da Lagoa, que acompanha a margem leste da Lagoa da Conceição por cerca de três horas só na ida, chega a um vilarejo sem nenhum acesso por estrada; a caminhada é gratuita e você só paga se quiser voltar de barco (R$25). Pule os passeios pagos ao mirante do Morro das Aranhas, perto de Canasvieiras — a vista do Mirante do Morro da Cruz, gratuito, é quase tão boa e não custa nada.

Natureza e bairros

Dunas da Joaquina — as dunas gigantes são de graça para caminhar e escorregar (o aluguel de sandboard sai por R$15, se quiser). Calçadão da Lagoa da Conceição, da Avenida das Rendeiras até o Canto da Lagoa, 4 km só de ida, gratuito e plano. Caminhada pelo vilarejo histórico do Ribeirão da Ilha: arquitetura colonial luso-açoriana ao longo da Rua Baldicero Filomeno, gratuita, melhor de manhã, antes de os restaurantes abrirem. Domingo à tarde na Praça XV de Novembro, no Centro, samba ao vivo a partir das 16:00, de graça.

Santo Antônio de Lisboa, alguns quilômetros ao norte do Ribeirão da Ilha, tem seu próprio calçadão à beira-mar gratuito e um largo com igreja do século XVIII que vale a caminhada, sobretudo no fim da tarde, quando os barcos de pesca voltam. Sambaqui, ao lado, é uma antiga vila baleeira tranquila com trapiche público e água calma da baía — sem entrada, apenas um lugar para sentar. As duas recompensam uma manhã sem pressa muito mais do que a orla lotada de Jurerê Internacional, onde caminhar é grátis, mas a cadeira de praia custa caro no instante em que você senta.

Cultura e calendário

Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa, gratuito aos domingos, R$10 nos demais dias. Galeria da Casa da Alfândega, no Centro, sempre gratuita, com arte brasileira em exposições rotativas. Feira Livre de Coqueiros nas manhãs de sábado, gratuita para circular. No inverno, a observação de baleias a partir da terra no Miradouro da Vigia, na Rosa, é gratuita — e muitas vezes melhor do que os passeios de barco de R$280.

O Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral, no campus da UFSC na Trindade, é gratuito o ano todo e cobre 5.000 anos de ocupação costeira dos sambaquis, um bom contexto antes de visitar o Ribeirão da Ilha. A Fundação Cultural Franklin Cascaes, perto da Praça XV, faz exposições temporárias gratuitas quase todo mês; confira o horário antes de ir, porque ele muda conforme a temporada e o prédio às vezes fecha para montagem entre as mostras. A temporada de baleias vai mais ou menos de julho a novembro, com pico entre agosto e setembro — vá antes das 9h para pegar o mar mais calmo e a melhor luz no mirante da Rosa.

Banho de mar gratuito e piscinas naturais

Na maré baixa, a Barra da Lagoa forma uma piscina rasa de água salgada sem correnteza perto da foz do rio, mais segura para crianças do que o mar aberto algumas centenas de metros ao sul — gratuita, sem salva-vidas, então acerte o horário pelas tábuas de maré afixadas nas pousadas da região. O acesso público à praia do Costão do Santinho, pelo caminho sinalizado ao lado dos portões do resort, é gratuito apesar de ficar colado a uma propriedade privada; as piscinas e restaurantes do resort não são, mas a areia e a água sim. A Praia Mole tem costões na ponta norte que formam piscinas rasas e mornas na maré baixa, uma alternativa gratuita ao mar quando o swell fica pesado demais para quem só quer nadar.

A baía abrigada de Sambaqui, já citada pelo trapiche, é também um dos pontos de banho gratuito mais calmos da ilha, com água em geral alguns graus mais quente do que nas praias de mar aberto. Evite a faixa central de Canasvieiras em janeiro — nadar ali é de graça, mas a multidão e o trânsito de jet skis perto da areia fazem dela a menos relaxante das opções do norte da ilha. Para um banho gratuito mais tranquilo na alta temporada, caminhe dez minutos a mais até o caminho que liga Canasvieiras a Jurerê.

Mercados e vida de rua

O Mercado Público de Florianópolis, construído em 1898 no Centro, não cobra nada para entrar e circular entre as ostrarias, as bancas de hortifrúti e os botecos antigos — você só paga se sentar para comer. A Feira de Artesanato da Praça XV funciona todos os dias e olhar as rendas açorianas, as peças de madeira e o couro não custa nada; os preços são fixos, mas dá para negociar na tarde mais parada. A Feira do Rio Tavares, nas manhãs de sábado perto da ponta da ilha onde fica o aeroporto, é menor e mais local que a de Coqueiros, uma boa parada se você já estiver indo para o sul, rumo às dunas.

Nenhuma delas cobra entrada e nenhuma exige consumo — é uma das poucas atividades gratuitas realmente feitas para passear, e funciona igualmente bem com sol ou chuva, já que o Mercado Público é coberto. Vá cedo, antes das 9h, para pegar as bancas mais frescas e chegar antes da multidão dos cruzeiros nos dias de atracação. Pule as barracas de souvenir bem em frente à entrada do mercado, que cobram mais caro pelo mesmo artesanato vendido melhor e mais barato na Praça XV.

Notas práticas para um dia só de graça

Nada disso custa nada para ver, mas chegar às entradas das trilhas custa. Os ônibus municipais de Florianópolis têm tarifa única de cerca de R$4,85 pelo sistema integrado SIM, e o Terminal Rio Tavares (TIRIO) ou o Terminal Rita Maria (TICEN) conectam ao Matadeiro, à Barra da Lagoa e a Canasvieiras sem carro. O estacionamento nas trilhas do Matadeiro e de Naufragados sai por R$15–R$25 o dia, se você for de carro, pago a flanelinhas e não a nenhum órgão oficial. A ciclovia e pista de corrida da Beira-Mar Norte é gratuita e bem iluminada, um bom aquecimento na véspera de encarar a Lagoinha do Leste pela manhã.

A baixa temporada — de abril a junho e de setembro a outubro — mantém o estacionamento barato e as trilhas vazias, enquanto janeiro e fevereiro trazem multidão e preços informais mais altos em todo terreno improvisado perto das trilhas do sul. Leve dinheiro em notas pequenas para estacionamento e petiscos de feira, já que as maquininhas são pouco confiáveis fora do Centro. Um dia montado inteiramente com esta lista — dunas de manhã, Ribeirão da Ilha no almoço, Morro da Cruz no pôr do sol — não custa nada além da passagem de ônibus e do que você escolher comer pelo caminho.

Perguntas frequentes

O que as pessoas perguntam antes de encarar esta.

As trilhas são seguras para fazer sozinho?

As principais (Lagoinha, Galheta, Naufragados) sim, à luz do dia. Leve água, avise alguém do seu plano e não comece depois das 15:00.

As praias cobram entrada?

Nenhuma praia pública no Brasil cobra entrada. Algumas estradas privadas de acesso cobram estacionamento (R$15-R$25), mas a areia em si é gratuita.

Os museus são mesmo gratuitos aos domingos?

A maioria dos municipais sim. Confirme na portaria — os horários podem mudar.

Coisas gratuitas para crianças?

Playground do Parque de Coqueiros, ciclovia da Beira-Mar, calçadão da Lagoa, dunas da Joaquina. Custo zero.

O transporte público em Florianópolis é gratuito?

Não. O sistema de ônibus SIM cobra tarifa única de cerca de R$4,85 por viagem, e ainda é o jeito mais barato de chegar à maioria das trilhas desta lista. Não existe transporte gratuito para a Lagoinha do Leste nem para Naufragados, então conte com pelo menos um ônibus em cada sentido.

Qual é o jeito mais barato de chegar às trilhas do sul sem carro?

Pegue um ônibus conectado ao TIRIO em direção ao Matadeiro ou ao Pântano do Sul e entre a pé. Custa uma passagem de ônibus e elimina de vez qualquer gasto com estacionamento informal, o que faz dele a opção mais barata para quem viaja sozinho e sem carro alugado.

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