Garopaba
A capital do surfe do litoral sul — vila de pescadores tranquila no inverno, cheia de surfistas e viajantes alternativos no verão.
Surfistas descendo para uma praia larga em Garopaba, com morros verdes atrás
Por que as pessoas ficam em Garopaba
Garopaba é para onde os surfistas de Florianópolis vão quando querem ondas melhores. Fica a 90 minutos ao sul da capital pela BR-101, uma vila de pescadores em atividade com uma cena de surfe de verdade na Praia do Silveira e na Praia do Rosa (tecnicamente território de Imbituba, mas o mesmo litoral). A cidade fica numa enseada calma, com colônia de pescadores e um pequeno centro histórico; as praias de surfe estão a 5–15 minutos de carro ao sul. É um Brasil alternativo — surfistas, retiros de ioga, tigelas de açaí e mais tatuagens per capita que a média do estado.
O verão (dezembro a fevereiro) é movimentado, mas nunca no nível de loucura de Balneário — esta é uma cidade com praia, não uma praia com cidade. O inverno (junho a agosto) é genuinamente frio à noite, as ondas são as melhores e a estrutura turística funciona pela metade. Vá pelo surfe, pelo sossego e pela caminhada da cidade de Garopaba até o Silveira pela trilha costeira. Pule se você quer vida noturna (praticamente não existe), água calma para crianças (todas as praias aqui têm correnteza) ou variedade de restaurantes (é limitada).
Às 21h na baixa temporada o centro são três ou quatro bares com cadeiras de plástico na calçada, um punhado de surfistas comendo pastel na feira e postes de luz sobre uma praça vazia. No pico de janeiro a cidade se enche de motorhomes estacionados ao longo da Avenida Governador Jorge Lacerda e de fila para o açaí perto do trapiche, mas mesmo assim tudo fecha até a meia-noite — isto não é Bombinhas nem Balneário Camboriú. Um jantar simples de peixe com arroz e salada sai por R$45–R$65 perto da colônia de pescadores; a caipirinha custa R$16–R$20 na maioria dos lugares.
Garopaba serve a surfistas, a quem trabalha remoto por temporadas longas atrás de um ritmo mais lento e a viajantes que não se incomodam com pouca opção de restaurante e nenhuma vida noturna organizada. Famílias com crianças pequenas costumam se dar melhor numa praia mais calma subindo o litoral, já que toda praia daqui tem alguma correnteza e a arrebentação não é mansa. Casais em busca de um fim de semana romântico com restaurantes e vistas tendem a preferir a Praia do Rosa, 15 minutos ao sul. Esta é uma base para quem quer surfar de manhã, trabalhar ou ler à tarde e estar na cama às 23h.
O centro de Garopaba — as quadras entre a Praça Governador Ivo Silveira e a Praia da Barra — é pedestre e tem pousadas de R$180 a R$320 no pico e R$120 a R$180 no inverno. A Praia do Silveira, 3 km ao sul, é a base próxima ao surfe, com pousadas de R$220 a R$400. Ferrugem, 5 km ao sul, é a praia da balada, com a cena mais forte e pousadas de R$250 a R$450. Evite o entorno da BR-101 — barato, mas a 15 minutos de carro de qualquer coisa. Reservas para dezembro–fevereiro devem ser feitas até outubro.
O que fazer em Garopaba
A principal praia de iniciantes, 3 km ao sul da cidade. Várias escolas funcionam ali — a Escola Silveira, na Estrada Geral do Silveira, dá aulas de 2 horas por R$150 com prancha. Melhor de manhã, antes do vento: ondas pequenas e limpas, fundo de areia, razoavelmente segura para quem nunca surfou.
A trilha sinalizada pelo costão que sai do extremo sul da praia de Garopaba rumo à Praia da Ferrugem, passando pelo Silveira. Cerca de 6 km, 2 horas, com vistas amplas do mar e trechos de mata atlântica. Leve água. A volta pode ser de Uber (R$25) ou pelo mesmo caminho.
As baleias francas austrais parem nas enseadas entre Garopaba e Imbituba de julho a novembro. Passeios de barco saindo do trapiche de Garopaba por R$180 por pessoa, ou observação gratuita dos costões ao longo da trilha costeira. Melhores meses: setembro e outubro.
A antiga praça da igreja no centro de Garopaba, na Rua Manoel Simplício de Andrade. Construção colonial, colônia de pescadores logo abaixo e a enseada calma em frente. Chope no Bar do Casarão por R$14. Cena local legítima, não turística, principalmente nas noites de domingo.
A colônia de pesca na orla, abaixo da Praça da Igreja Matriz, vende a pescaria da manhã direto dos barcos a partir das 7h. Compre garoupa ou tainha por quilo a R$25–R$40, ou coma grelhado na lanchonete ao lado por R$40–R$55 o prato.
Os quiosques da orla da Ferrugem, a 10 minutos a pé de onde a trilha costeira desce, servem caipirinha (R$18) e peixe grelhado a partir das 16h. É o mais perto de uma cena de festa neste trecho de litoral — mais cheio de quinta a sábado em janeiro, quase vazio em maio.
O que ver
Hotéis perto de Garopaba
Ainda não há hotéis listados em Garopaba. Os mais próximos estão na página da região.
Como se locomover em Garopaba
De Florianópolis são 90 minutos de carro para o sul pela BR-101, Uber R$180–R$220, ou ônibus intermunicipal da Rita Maria (R$40, 2 horas) — os ônibus seguem para Imbituba e Laguna. Do Aeroporto Hercílio Luz, 75 minutos. Dentro de Garopaba, o centro dá para caminhar em 20 minutos; para o Silveira, Ferrugem ou Rosa você precisa de carro, moto (aluguel a R$90/dia na Rua José Pinto Pires) ou Uber. Uber até o Rosa sai R$40, 15 minutos.
Perguntas sobre Garopaba
Garopaba é a cidade que funciona, com pousadas mais acessíveis e melhor infraestrutura no dia a dia; o Rosa (tecnicamente em Imbituba, 15 km ao sul) é menor, mais bonito, mais caro e mais parecido com resort. Surfistas se hospedam em Garopaba/Silveira pelo acesso às ondas; casais em fim de semana romântico ficam no Rosa. Os dois estão a 15 minutos um do outro, então dá para fazer bate-volta nos dois sentidos.
As baleias francas austrais migram da Antártida para as enseadas entre julho e novembro, com pico em setembro e outubro. Dá para avistá-las dos mirantes nos costões ao longo da trilha costeira entre Garopaba e Imbituba (de graça) ou fazer um passeio de barco a partir dos trapiches de Garopaba ou Imbituba por R$180 por pessoa. As duplas de mãe e filhote chegam impressionantemente perto da costa.
É — a Praia do Silveira, 3 km ao sul da cidade, é a praia padrão para iniciantes, com fundo de areia e ondas pequenas e generosas na maior parte do ano. Várias escolas dão aulas de 2 horas por uns R$150 com prancha inclusa, melhor reservadas para as sessões da manhã, antes de o vento entrar. Surfistas mais experientes seguem para a Praia da Ferrugem ou para os picos perto da Praia do Rosa. Evite surfar na praia bem em frente à cidade de Garopaba — é uma enseada calma, não uma praia de onda.
O inverno (junho a agosto) em Garopaba é genuinamente frio para os padrões do litoral brasileiro, com mínimas de 8–12°C à noite e um frio úmido e ventoso vindo do Atlântico. Muitas pousadas e restaurantes reduzem horários ou fecham em parte da baixa temporada, então confirme antes em vez de chegar esperando estrutura de verão. É também quando o surfe está no melhor momento e a cidade, no mais vazio, que é exatamente por isso que os surfistas vêm. Leve roupa em camadas — neoprene para a água, um casaco de verdade para a noite.