Imbituba
Cidade portuária de trabalho com a base de pesquisa do Projeto Baleia Franca e as praias que o Rosa não tem espaço para acomodar.
Por que as pessoas ficam em Imbituba
Imbituba é a cidade litorânea de trabalho entre Garopaba e Laguna — um porto de contêineres, algumas praias decentes e a sede do Projeto Baleia Franca, que conduz a pesquisa e a conservação na temporada de reprodução da baleia franca austral. O centro em si não tem nada de notável, mas suas praias — Praia da Vila, Praia do Rosa (normalmente reivindicada pelo Rosa, mas administrativamente de Imbituba) e Ibiraquera — estão entre as melhores do litoral sul. Use Imbituba como base de cidade de verdade, com quartos de R$140–R$220, e passe os dias no Rosa ou na Vila.
A temporada de baleias é coisa séria: de julho a novembro as baleias francas austrais chegam impressionantemente perto da costa, às vezes a menos de 100 metros da areia na Praia da Vila. O centro de visitantes do Projeto Baleia Franca, na Praia do Rosa Norte, vale os R$25 de entrada pelas exposições e pelos mirantes guiados nos costões. Fora isso, Imbituba é quieta, funcional e barata — o centro tem padarias e mercados, um restaurante de frutos do mar decente (Restaurante do Zeca) e a praia a 10 minutos de carro.
Às 21h o centro, em volta da Rua Coronel Freitas, esvazia rápido — algumas lanchonetes ainda vendendo pastel e coxinha, o porto iluminado ao longe e pouco mais que isso. Serve mais a quem quer dormir cedo antes de uma caminhada ao amanhecer atrás de baleias do que a quem procura movimento à noite; se você quer bares e fogueira na praia, isso é Garopaba ou Rosa, a dez e vinte minutos daqui, não aqui. Famílias e casais de orçamento curto se dão bem; quem quer um corredor animado deve reservar em outro lugar e tratar Imbituba como bate-volta.
O porto em si merece um olhar de passagem, não um desvio — navios de contêineres carregando no terminal ao sul da Praia da Vila, um pano de fundo levemente industrial que alguns guias preferem não mencionar. Ele não estraga as praias, que ficam suficientemente ao norte, mas explica por que Imbituba nunca virou a cidade de cartão-postal que as vizinhas viraram. E é justamente esse o apelo para o viajante econômico: preços reais, ritmo real de cidade pesqueira e as mesmas baleias e costões do Rosa por uma fração da diária.
A Praia da Vila é a base pedestre no litoral — pousadas pequenas 3 quadras para dentro, de R$150 a R$260 no pico e R$100 a R$150 no inverno. A Praia do Rosa (veja área separada) fica 10 minutos ao sul e é bem mais cara. O centro de Imbituba é o mais barato, R$120–R$180, mas fica a 5 km de qualquer praia. Ibiraquera (uma pequena laguna com praia, 15 minutos ao norte) tem 3 pousadas rústicas de R$200 a R$300, com clima de retiro. Evite qualquer coisa na própria BR-101 — o barulho de trânsito é constante.
O que fazer em Imbituba
Mirante no costão ao norte da Praia da Vila, 20 minutos a pé do estacionamento da praia. Gratuito, melhor das 8h às 11h, de julho a novembro. Leve binóculos — as baleias chegam a 100–300 metros dos costões. Os pesquisadores do Projeto Baleia Franca costumam estar por lá e gostam de apontar as duplas de mãe e filhote.
A base de pesquisa e o centro de visitantes na Praia do Rosa Norte, na Estrada Geral do Rosa. Entrada R$25, aberto de terça a domingo, das 9h às 17h. Exposições, monitoramento ao vivo e caminhadas guiadas pelos costões na temporada de baleias. A melhor parada dedicada a baleias em todo o litoral.
A lagoa costeira rasa a 15 minutos ao norte do centro de Imbituba. Vento constante de novembro a março e várias escolas de kite na margem oeste. Pacotes de aula a R$400 para um dia de iniciante. A lagoa dá na altura do joelho — ambiente de aprendizado mais seguro que o mar aberto.
Praia pequena e escondida, alcançada por uma trilha de 30 minutos a partir do extremo sul da Praia da Vila, ou por 20 minutos de carro até o início da trilha no Rio da Madre. Ouriços e piscinas naturais na maré baixa, isolamento completo. Leve água e sapatilhas.
Uma caminhada plana de 15 minutos pela Avenida Presidente Vargas rende uma vista do porto de contêineres e dos barcos de pesca — vale 20 minutos se você já estiver no centro para o almoço. Não é passeio de praia, mas dá uma noção justa do que sustenta a cidade.
O pequeno mercado da Rua XV de Novembro vende a pescaria da manhã até por volta das 13h; combine com um almoço no Restaurante do Zeca, ali perto, onde o prato completo de peixe frito sai por R$45–R$60 e serve duas pessoas.
O que ver
Hotéis perto de Imbituba
Ainda não há hotéis listados em Imbituba. Os mais próximos estão na página da região.
Como se locomover em Imbituba
De Florianópolis, 90 minutos ao sul pela BR-101, Uber R$180–R$220, ônibus intermunicipal R$42 (2 horas). Do Aeroporto Hercílio Luz, 75 minutos. De Garopaba, 20 minutos ao sul. Dentro de Imbituba, o centro e a Praia da Vila estão a 10 minutos um do outro de carro; há um ônibus local a cada 40 minutos por R$5. Para o Rosa e Ibiraquera você precisa de carro — o Uber sai R$18–R$25, mas é irregular à noite.
Perguntas sobre Imbituba
O mirante do Morro da Vigia, acima da Praia da Vila, e as caminhadas guiadas pelos costões no centro do Projeto Baleia Franca, no Rosa Norte. Os dois são gratuitos (ou R$25 no centro) e ambos dão vistas mais próximas que um passeio de barco, porque as baleias chegam a 100–300 metros dos costões. Melhores meses: setembro e outubro; melhor horário: das 8h às 11h, com o mar calmo.
Mais barata, sim — a Praia da Vila, em Imbituba, sai por 60% a 70% do preço do Rosa. Menos cênica e menos romântica. Se você quer a experiência de cartão-postal do Rosa, fique no Rosa. Se quer passar os dias nas praias do Rosa sem pagar as diárias do Rosa, Imbituba fica a 10 minutos e resolve. Combine com um dia de observação de baleias e é a jogada econômica inteligente.
Só marginalmente — a cidade portuária tem pouco que segure um visitante fora da temporada de baleias, e a Praia da Vila e Ibiraquera são os únicos motivos reais para parar. Se você viaja entre dezembro e março, as praias funcionam bem para um banho de mar e a cidade é uma cama bem mais barata que o Rosa ou Garopaba. Fora dessas janelas, a maioria dos viajantes faz melhor em seguir direto para o Rosa ou Laguna.
Um dia cheio cobre os mirantes de baleias e uma caminhada na praia; dois dias permitem acrescentar a lagoa de Ibiraquera e um almoço no mercado sem correria. A maioria dos viajantes usa a cidade como base de duas noites para bate-voltas ao Rosa e a Garopaba, e não como destino em si. A temporada de baleias (julho a novembro) recompensa quem começa cedo, então leve isso em conta na primeira noite de sono.