Praia do Rosa
Baía do litoral sul digna de cartão-postal — pousadas mais caras nos morros verdes, baleias na primavera, cenário de lua de mel e hotéis-butique.
Praia em arco com morros verdes ao fundo na Praia do Rosa
Por que as pessoas ficam em Praia do Rosa
A Praia do Rosa é o cartão-postal do litoral sul de Santa Catarina — uma enseada em curva emoldurada por morros verdes de mata atlântica, sem estrada de passagem, com um punhado de pousadas sofisticadas e nenhum prédio alto. Está protegida dentro da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, e é por isso que as construções continuaram baixas e a praia, relativamente vazia. As baleias-francas-austrais parem na própria enseada de julho a novembro, às vezes visíveis da varanda da sua pousada. Este é território de lua de mel e hotel boutique, com preços à altura.
O outro lado: Rosa é cara para os padrões catarinenses — quartos de pousada entre R$450 e R$1200 na alta temporada, R$260 a R$500 na média — e o isolamento corta dos dois lados. São talvez 15 restaurantes em toda a região, nenhum supermercado além de um mercadinho, e a cidade mais próxima (Imbituba) fica a 10 minutos de carro. Se você quer silêncio, beleza e uma das melhores cenas de hotelaria boutique do Brasil, Rosa entrega. Se você quer barato ou agitado, fique em Garopaba ou Imbituba e venha só passar o dia.
Às 21h, Rosa é luz de vela e cigarra, não balada — os bares de pôr do sol esvaziam depois do jantar e a maioria das pousadas recolhe cedo, sendo o barulho mais alto da Estrada Geral uma moto voltando do Bar do Chico. Casais vêm aqui exatamente por isso: nada de trânsito, nada de neon, só uma rede e a vista da enseada. Viajantes sozinhos com orçamento curto, ou quem quer pista de dança depois da meia-noite, vão achar Rosa parada e lenta — essa turma se dá melhor em Garopaba, quinze minutos ao norte, ou na própria Florianópolis.
Rosa tem um único aglomerado de comércio de verdade, no trecho curto da Estrada Geral do Rosa perto do acesso do Rosa Central, além de um mercadinho para o básico — cerveja, protetor solar, café solúvel — com preços 20% a 30% acima de um supermercado de Florianópolis. Não há farmácia depois das 20h nem caixa eletrônico dentro da vila, então dinheiro e cartões se resolvem em Imbituba antes de chegar. Famílias se viram bem aqui em janeiro, quando o mar está calmo, mas quem viaja com crianças pequenas e quer playground ou supermercado de verdade deve tratar Rosa como um acréscimo de duas ou três noites, não como base principal.
Rosa se divide funcionalmente em três zonas: Rosa Norte (a ponta norte com o centro do projeto das baleias e as pousadas mais sofisticadas, de R$600 a R$1500), Rosa Central (acesso ao meio da praia e pousadas familiares de R$450 a R$900) e Rosa Sul (o extremo sul com opções mais rústicas voltadas ao surfe, de R$300 a R$550). A alta temporada vai de meados de dezembro ao Carnaval e nos meses de observação de baleias, setembro e outubro. Reserve com pelo menos 8 semanas de antecedência em qualquer um dos dois períodos. O inverno (maio a agosto) derruba as tarifas em 50%.
O que fazer em Praia do Rosa
A enseada de Rosa é um dos melhores pontos do Brasil para ver baleias a partir da terra. Pares de mãe e filhote chegam a 200 metros da costa. De graça, de qualquer praia ou mirante de Rosa. O centro do Projeto Baleia Franca no Rosa Norte faz mirantes guiados por R$25, com palestra incluída.
A praia seguinte ao sul de Rosa, a 30 minutos de caminhada pela ponta ou 5 minutos de carro. Direita consistente e menos cheia que a Silveira. Aluguel de prancha por R$60/dia nas surf shops da Estrada Geral do Rosa. Melhor entre outubro e março.
O bar de pôr do sol mais tradicional, no acesso do meio da praia. Deck de madeira, cadeiras de plástico na areia, caipirinhas a R$28, música ao vivo de sexta a domingo. Chegue às 18h para pegar um banco virado para oeste, de frente para os morros.
Rosa tem de 6 a 8 centros de retiro de ioga e pousadas com spa. O Vida Sol e Mar (mais sofisticado), na Estrada Geral do Rosa Norte, oferece day spa por R$220 com piscina e um tratamento. Reserve com um dia de antecedência. Alternativa: aulas avulsas no Rosa Yoga, na Rua Rosa Sul, por R$45 a sessão.
A lagoa de água doce atrás do Rosa Central, a cinco minutos a pé da entrada da praia. Um quiosque pequeno aluga caiaques e pranchas de SUP a partir das 8h por R$40 a hora, com água mais calma e fresca antes das 9h. Boa alternativa ao mar em dia de vento.
Uma trilha sinalizada sobe por trás do Rosa Norte pela mata atlântica até um mirante no penhasco sobre toda a enseada. Grátis, sem portaria, cerca de 40 minutos de subida. Melhor ao nascer do sol ou no fim da tarde, e vale programar para ver baleias do alto na primavera.
O que ver
Hotéis perto de Praia do Rosa
Ainda não há hotéis listados em Praia do Rosa. Os mais próximos estão na página da região.
Todos os hotéis que cobrimos em Praia do Rosa
Como se locomover em Praia do Rosa
De Florianópolis, 100 minutos ao sul pela BR-101, pegue a saída da SC-100 em Imbituba, Uber de R$220 a R$260. Do Aeroporto Hercílio Luz, 90 minutos. Não há ônibus direto até Rosa — o intermunicipal vai até Imbituba (R$45) e depois é táxi ou Uber local nos últimos 10 minutos (R$25). Dentro de Rosa você precisa de carro ou scooter para circular entre as três zonas — a praia dá para percorrer a pé de ponta a ponta (2 km), mas as pousadas estão espalhadas pelas estradas dos morros.
Perguntas sobre Praia do Rosa
O status de área protegida impede construções em altura, o que mantém a oferta baixa e o ambiente preservado. As pousadas são boutique, pequenas (10 a 20 quartos) e muitas vezes tocadas pelos próprios donos, com atenção aos detalhes. No pico de dezembro a fevereiro e em setembro-outubro (baleias) a demanda supera de longe a oferta. Nos meses de inverno os preços caem de 40% a 60%, e aí Rosa fica realmente razoável.
De algumas pousadas, sim — especialmente as das encostas norte e central, com vista desimpedida da enseada. Pousadas que anunciam 'vista para a baía' em setembro e outubro costumam mesmo render avistamentos de baleia da varanda. O ponto de observação em terra mais confiável é o Morro Beco da Praia, um mirante público na encosta sul.
Dois dias inteiros dão conta da praia, de um pôr do sol e de baleias ou surfe, dependendo da estação. Três ou quatro dias permitem incluir a caminhada até a Vermelha, uma tarde de spa e um ritmo mais lento sem precisar de carro todo dia. Quem trata Rosa como parada de uma noite costuma sair com a sensação de ter visto só a praia, não os morros atrás dela. Combine com duas ou três noites em Garopaba ou Imbituba se o orçamento pedir uma base mais barata.
A praia principal é calma o suficiente para banho na maior parte do ano e várias pousadas têm piscinas pequenas, então estadas curtas funcionam bem. O que falta em Rosa é supermercado, farmácia aberta até tarde ou muito o que fazer em dia de chuva além da única lojinha na Estrada Geral do Rosa. Famílias em viagem mais longa por Santa Catarina geralmente se dão melhor com base em Imbituba ou Garopaba, indo até lá para passar o dia.