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Joinville

A maior cidade de Santa Catarina — industrial, planejada, funcional. Festival de dança em julho e uma das melhores escolas de balé do Brasil.

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A torre branca da catedral de Joinville sobre o centro baixo da cidade A torre branca da catedral de Joinville sobre o centro baixo da cidade

Por que as pessoas ficam em Joinville

Joinville é a maior cidade de Santa Catarina — 600 mil habitantes, base industrial, centro em grade planejada por imigrantes alemães e uma reivindicação legítima ao título de capital do balé da América Latina (a única escola do Bolshoi fora do país de origem funciona aqui, e o Festival de Dança de Joinville, todo julho, lota todos os hotéis num raio de 50 km). Não é uma cidade turística; é uma cidade que trabalha e de vez em quando sedia grandes eventos. Mais barata que Balneário, entediante à noite e útil sobretudo como base ou ponto de passagem.

Motivos para parar: o Festival de Dança (normalmente nas duas últimas semanas de julho), uma viagem de negócios ou quebrar o trajeto entre Curitiba e o litoral catarinense. O centro tem um circuito a pé decente de 90 minutos — a Catedral, a Rua das Palmeiras com sua alameda de palmeiras imperiais, o Cemitério dos Imigrantes e o Museu Nacional de Imigração e Colonização. Nada espetacular, mas honesto. Pule se você procura praias, charme colonial ou vida noturna. Vá 45 minutos a leste, até São Francisco do Sul, para história litorânea.

Às 21h o centro está silencioso a ponto de você reparar — alguns bares em volta da Rua do Príncipe com cerveja a R$10–R$14, trabalhadores voltando para casa, quase ninguém passeando por passear. É uma cidade que roda em turnos de fábrica e horário de repartição, não em turismo, e isso aparece no que fecha cedo e no que nem se dá ao trabalho de abrir. Se quiser noite, planeje estar em Balneário Camboriú ou Florianópolis ao anoitecer; Joinville é para o horário comercial.

Serve a executivos, ao público do festival que reserva com um ano de antecedência e a quem divide o trecho Curitiba–Florianópolis e quer uma cama de verdade em vez de um motel de beira de estrada. Não serve a quem busca praia, ruas coloniais ou vida noturna — para isso, siga viagem. Famílias com um bailarino em casa às vezes montam uma viagem inteira em julho em torno do festival e tratam a cidade como cenário de fundo, o que é mais ou menos a maneira correta de vê-la.

O Centro, entre a Rua Princesa Isabel e a Rua do Príncipe, é a base pedestre — hotéis executivos de R$180 a R$320 fora do festival e R$450 a R$800 durante o festival de dança de julho, com mínimo de 3 diárias. O bairro América, logo ao sul do centro, tem opções intermediárias melhores, de R$220 a R$380. Evite a Zona Industrial e Boa Vista — baratas, mas a 20 minutos de qualquer coisa que você queira ver. Anita Garibaldi (mais nobre, ao norte do centro) tem bons hotéis, mas você precisa de carro.

Em resumo Quarto mais baratoR$208 Hotéis com preços em tempo real0 Guias3 Cancelamento gratuitoA maioria dos quartos tem cancelamento gratuito Hotéis perto de Joinville

O que fazer em Joinville

01 Caminhar pela Rua das Palmeiras
Caminhar pela Rua das Palmeiras

A avenida de 500 metros ladeada por palmeiras imperiais plantadas em 1873, ligando a Praça Nereu Ramos ao antigo palácio. Gratuita, sempre aberta, melhor ao nascer do sol ou às 17h, quando a luz pega os troncos. O Museu Nacional de Imigração, no fim da avenida, custa R$5 e vale 45 minutos.

02 Festival de Dança de Joinville
Festival de Dança de Joinville

Fim de julho, 12 dias, o maior festival de dança do mundo. Apresentações no Centreventos Cau Hansen e em palcos ao ar livre na Praça da Bandeira. Shows gratuitos ao ar livre todos os dias, galas com ingresso de R$40 a R$180. Reserve hospedagem até abril ou fique a 40 km dali.

03 Mirante de Joinville
Mirante de Joinville

Mirante no Morro da Boa Vista, 15 minutos do centro de carro. Panorama de toda a cidade e da Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul. R$5 o estacionamento, aberto das 8h às 20h, péssimo em dias de chuva (neblina densa). Quiosque pequeno com café.

04 Bate-volta a São Francisco do Sul
Bate-volta a São Francisco do Sul

A cidade colonial no litoral, 45 km a leste — 45 minutos de carro pela BR-280. O centro histórico está na lista indicativa da UNESCO, com fachadas portuguesas do século XVIII, o Museu Nacional do Mar e praias de baía calma. Melhor do que qualquer coisa que a própria Joinville ofereça.

05 Museu Arqueológico de Sambaqui
Museu Arqueológico de Sambaqui

Na Rua Dona Francisca, perto da antiga estação ferroviária, um pequeno museu de arqueologia sobre os povos dos sambaquis que viveram na baía da Babitonga muito antes da colonização alemã. Entrada R$5, aberto das 9h às 17h, de terça a domingo, uns 30 minutos para ver com calma.

06 Rota de cervejarias na Boa Vista
Rota de cervejarias na Boa Vista

Joinville tem uma cena de cerveja artesanal pequena, mas ativa, com taprooms concentrados na Rua Blumenau e chope a partir de R$12. Não é um destino em si, mas é um jeito razoável de preencher a noite depois de um dia andando pela grade do centro.

O que ver

Para visitar Caminhar pela Rua das Palmeiras
Para visitar Festival de Dança de Joinville
Para visitar Mirante de Joinville
Para visitar Bate-volta a São Francisco do Sul
Para visitar Museu Arqueológico de Sambaqui
Para visitar Rota de cervejarias na Boa Vista
Caminhada Circuito pelo centro planejado de Joinville (3 km)
Comer e beber Mirante de Joinville
Onde ficar

Hotéis perto de Joinville

Preços em tempo real · cancelamento gratuito

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Como se locomover em Joinville

Faz parte de

Joinville tem seu próprio aeroporto pequeno (JOI), com voos de São Paulo e Rio. De Florianópolis são 2h30 de carro para o norte pela BR-101, ônibus intermunicipal R$70. Curitiba fica a 2 horas ao norte. Dentro da cidade você precisa de carro ou Uber — a cidade é espalhada e o sistema de ônibus é funcional, mas lento. Uber sai R$12–R$25 para a maioria dos trajetos. Até São Francisco do Sul, 45 minutos a leste pela BR-280 de carro ou R$18 de ônibus intermunicipal.

Perguntas sobre Joinville

Joinville vale a visita?

Por um motivo específico — o festival de dança, negócios, uma parada para dormir — sim. Como destino, não. É uma cidade industrial funcional, não turística. O centro histórico rende uma caminhada agradável de 90 minutos, mas os bairros ao redor são expansão do século XX. Use como base para visitar São Francisco do Sul ou como parada entre Curitiba e Florianópolis.

Quando acontece o Festival de Dança de Joinville?

Nas duas últimas semanas de julho, desde 1983. Em 2024 foi de 16 a 27 de julho. Apresentações gratuitas ao ar livre todos os dias na Praça da Bandeira; galas com ingresso no Centreventos Cau Hansen a partir de R$40. Reserve hospedagem até abril — todos os hotéis de Joinville e num raio de 50 km lotam completamente, e os preços dobram ou triplicam.

Como ir de Joinville a São Francisco do Sul?

De carro, 45 km a leste pela BR-280, cerca de 45 minutos, sem pedágios relevantes. Sem carro, ônibus intermunicipais saem várias vezes por dia do Terminal Urbano Central por uns R$18 o trecho. Não há ligação de trem ou balsa, então a estrada é a única opção realista para um bate-volta.

Joinville é segura para turistas?

Em linhas gerais, sim — é uma cidade industrial de classe média, com as precauções normais de qualquer cidade grande e sem crime dirigido a turistas. À noite, fique nas ruas bem iluminadas do centro, em torno da Rua das Palmeiras e da Rua do Príncipe, e use Uber em vez de caminhar até bairros afastados depois de escurecer. O risco de furto aumenta, como em todo o Brasil, em áreas de transporte vazias tarde da noite.