São Francisco do Sul
Uma das cidades mais antigas do Brasil — porto português de 1504, centro colonial e praias de baía calma numa ilha a leste de Joinville.
Fachadas coloniais coloridas na orla do centro histórico de São Francisco do Sul
Por que as pessoas ficam em São Francisco do Sul
São Francisco do Sul, numa ilha a 40 minutos a leste de Joinville, se diz a terceira cidade mais antiga do Brasil (fundada em 1504) e tem argumentos para sustentar isso — um centro colonial compacto com 150 fachadas portuguesas do século XVIII protegidas, o Museu Nacional do Mar num armazém restaurado à beira d'água e o Porto de São Francisco, terminal de carga em plena atividade, do outro lado da baía. É uma fatia genuína do Brasil colonial que a maioria dos turistas ignora porque não associa Santa Catarina à história anterior ao século XIX.
A ilha tem o centro colonial e uma série de praias, umas de baía calma, outras voltadas para o Atlântico. A Praia da Enseada é a principal praia de verão — uma curva de 6 quilômetros de areia rasa e boa para famílias, moderadamente urbanizada, mas nada parecida com Balneário. Ubatuba e Itaguaçu são mais tranquilas. O porém: a ilha inteira fica a 45 minutos de Joinville, sem ônibus depois das 22h, e fora de temporada o centro colonial é muito quieto. Vá para uma combinação de dois dias de colonial e praia, de preferência somando Joinville.
Às 21h o Centro Histórico está quase em silêncio — um ou dois bares abertos na Rua Coronel Carvalho, um violão vindo do pátio de alguma pousada, barcos de pesca batendo no Cais da Ribeira. Serve a quem quer o Brasil colonial sem as multidões de Ouro Preto ou Paraty e não se importa em dormir cedo. Quem busca vida noturna de cidade de praia ou um corredor de bares agitado deve se hospedar em Balneário Camboriú e usar São Francisco do Sul como um ou dois dias de contraste.
Os melhores meses são abril, maio, setembro e outubro, quando as ruas coloniais estão frescas para caminhar e a Enseada está vazia o suficiente para você ter um trecho de areia só seu gastando menos de R$20 em quiosque. Janeiro e fevereiro trazem as famílias de Joinville para passar o dia, lotando o estacionamento da Enseada até as 11h, mas deixando o Centro Histórico tão quieto quanto sempre, já que a maioria dos visitantes de um dia não passa do museu.
O Centro Histórico (cerca de 8 quarteirões em torno da Rua Coronel Carvalho) é a base atmosférica — pousadas pequenas em casarões coloniais de R$200 a R$380 o ano todo. A Praia da Enseada, 20 minutos a leste, é onde ficam as pousadas de verão, de R$220 a R$450 no pico e R$140 a R$220 no inverno. Ubatuba e Itaguaçu (mais 10 minutos) são mais tranquilas, com menos opções, de R$180 a R$300. Evite a Vila da Glória (do lado do continente, atravessando a baía) — barata, mas desconectada de tudo.
O que fazer em São Francisco do Sul
A zona colonial concentrada entre a Rua Coronel Carvalho, a Rua Barão do Rio Branco e a orla. São cerca de 150 fachadas protegidas, a Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça, de 1719, e o Museu Histórico. Caminhada gratuita, 90 minutos para ver direito, melhor luz às 16h.
Rua Manoel Lourenço de Andrade 133, num armazém restaurado à beira d'água. Entrada R$15, aberto de terça a domingo, das 10h às 17h. Réplica em tamanho real da caravela portuguesa São Francisco (século XV), coleção de embarcações do litoral brasileiro e história da caça à baleia. O melhor museu do norte de Santa Catarina — reserve 90 minutos.
A principal praia de verão, 20 minutos a leste do Centro Histórico. Curva de 6 km de areia calma voltada para o norte, água rasa e morna, quiosques e redes de vôlei no meio da praia. Boa para famílias e nunca tão cheia quanto as praias do norte de Florianópolis. Ônibus do Centro a cada 30 minutos por R$5.
O forte de 1848 na entrada da Baía da Babitonga, na ponta norte da ilha. 25 minutos de carro do Centro Histórico. Entrada R$10, aberto de terça a domingo, das 9h às 17h. Fortificações restauradas, canhões e o melhor mirante sobre a baía e o porto de cargas.
Na orla, a poucos passos do Museu Nacional do Mar, aberto da manhã até o começo da tarde na maioria dos dias. Bancas pequenas vendendo frutos do mar, cachaça e artesanato, mais do que uma grande feira de hortifrúti — 20 minutos bastam, e vale combinar com a visita ao museu em vez de virar programa à parte.
Operadores locais fazem passeios curtos pela baía saindo do Cais da Ribeira, perto do Centro Histórico, normalmente por R$40–R$60 por pessoa e cerca de uma hora, passando pelo porto de cargas e pelas bordas de mangue na direção do forte. Confirme os horários no próprio dia — não há tabela fixa e as saídas dependem da procura.
O que ver
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Como se locomover em São Francisco do Sul
De Joinville são 45 minutos de carro para leste pela BR-280 (Uber R$65). De Florianópolis, 2h45 ao norte pela BR-101 e depois pela BR-280. Ônibus intermunicipal da rodoviária de Joinville R$18, de hora em hora, 60 minutos. Uma vez na ilha, você precisa de carro ou bicicleta para as praias — ônibus urbanos ligam o Centro à Enseada a cada 30 minutos por R$5, mas param às 22h. Para Ubatuba e Itaguaçu os ônibus são mais raros. Não há aeroporto na ilha; o mais próximo é o de Joinville (JOI).
Perguntas sobre São Francisco do Sul
Vale — é uma das cidades litorâneas historicamente mais importantes do sul do Brasil, e o Centro Histórico é o real, não reconstrução. Combine com Joinville numa parada de dois dias: caminhada colonial no primeiro, praia no segundo. Pule se você só tem tempo para o litoral — Florianópolis tem praias melhores e Bombinhas tem água melhor.
A Enseada é a principal praia de verão — calma, boa para famílias, uma curva de 6 km voltada para o norte, razoavelmente urbanizada. Ubatuba e Itaguaçu são mais tranquilas e mais locais. Nenhuma delas tem a água transparente das praias da península de Bombinhas, mais ao sul — são praias de baía, com a visibilidade típica do litoral atlântico, de 1 a 2 metros. Boas para nadar, não para snorkel.
Um dia cheio dá conta do Centro Histórico e do Museu Nacional do Mar num ritmo confortável, com a fortaleza incluída se você tiver carro. Dois dias permitem acrescentar uma tarde de praia na Enseada sem correria. Mais do que isso já é usar a cidade como base para explorar a região de Joinville, e não como destino em si.
Dá, e muita gente faz — o ônibus leva uma hora em cada sentido, e o Centro Histórico, o museu e um almoço rápido cabem confortavelmente num só dia. Você vai perder a fortaleza e as praias, a não ser que alugue um carro, e o último ônibus de volta sai antes das 22h, então planeje-se se não for dormir na ilha.